Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
10 de novembro de 2025
Por Antonio Perez
São Paulo, 10/11/2025 – O dólar emendou nesta abertura da semana o quarto pregão consecutivo de queda e flertou com o rompimento do piso de R$ 5,30. Divisas emergentes avançaram com o apetite ao risco no exterior diante da perspectiva de fim da paralisação (shutdown) da máquina pública nos Estados Unidos, após entendimento político no Senado americano.
O real apresentou hoje ganhos inferiores a pares como os pesos chileno e colombiano, além do rand sul-africano. Operadores lembram que há certa cautela quando a taxa de câmbio se aproxima de R$ 5,30, nível técnico que, se rompido, poderia abrir espaço para uma rodada ainda mais forte de apreciação da moeda brasileira.
Com mínima de R$ 5,3043, o dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira, 10, em baixa de 0,53%, a R$ 5,3073 – menor valor de fechamento desde 23 de setembro (R$ 5,2791). A moeda americana já acumula baixa de 1,36% em relação ao real nos primeiros seis primeiros pregões de novembro, após avanço de 1,08% em outubro. No ano, as perdas são de 14,12%.
“A possibilidade do fim do shutdown nos Estados Unidos animou o mercado e estimulou o apetite ao risco, provocando essa busca dos investidores por moedas emergentes”, afirma o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo.
O economista observa que o Boletim Focus, embora tenha revelado apenas mudanças marginais nas expectativas, ratifica o quadro de desinflação, o que se traduz em aumento do juro real. “Isso tem trazido muito capital para o Brasil. Além disso, temos um bom comportamento de algumas commodities, o que é positivo para a nossa moeda”, diz Galhardo.
No exterior, o índice DXY – que mede o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes – rondou a estabilidade ao longo do dia, por volta dos 99,580 pontos. Em outubro, o Dollar Index recua pouco mais de 0,10%. As taxas dos Treasuries apresentaram leve alta.
Com eventual fim do shutdown, que depende ainda de entendimento na Câmara dos Representantes dos EUA, haverá a retomada de divulgação de vários indicadores oficiais dos EUA, em especial do mercado de trabalho, dando mais subsídios para as apostas em torno dos próximos passos do Federal Reserve.
À tarde, o diretor do Federal Reserve Stephen Miran, indicado por Donald Trump, voltou a defender um corte de 50 pontos-base dos juros em dezembro, mas ponderou que, se não for este o caso, é necessário uma redução mínima de 25 pontos-base. Pela manhã, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse que não quer “cometer o erro de manter taxas de juros altas por muito tempo”, ressaltando, contudo, que a política monetária deve seguir restritiva para domar a inflação.
Embora o quadro externo guie os negócios, Galhardo afirma que a aprovação da reforma do Imposto de Renda no Senado brasileiro no fim da semana passada, com isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, tende a evitar um desaquecimento mais expressivo da economia em 2026, afastando temores de perdas mais fortes da arrecadação. “Isso reduz as preocupações de curto prazo com as contas públicas, o que diminui a percepção de risco e favorece ativos domésticos”, afirma o economista.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje que a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 está “bem encaminhada”, depois de o Congresso ter ajustado a LDO de 2025 para autorizar o Executivo a contingenciar gastos pelo piso da meta fiscal. “Vamos fechar a LDO da maneira como a Fazenda e o Planejamento pretendem, e isso vai dar muita previsibilidade para a execução orçamentária no ano que vem”, disse Haddad, em entrevista à CNN Brasil.
Fontes da equipe econômica avaliam que o Brasil voltou a abocanhar uma fatia da enorme liquidez no mercado internacional que busca investimentos em mercados emergentes, segundo apurou o repórter da Broadcast Altamiro Silva Junior. Esse apetite pelos ativos locais estaria evidenciado pelos recordes seguidos do Ibovespa, que já ultrapassou os 155 mil pontos, o recuo na percepção de risco, medida pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, e captação de US$ 2,25 bilhões com a emissão de títulos sustentáveis feita pelo Tesouro na semana passada.
Contato: antonio.perez@estadao.com
Veja também