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30 de setembro de 2025
Por Aline Bronzati, correspondente
Nova York, 30/09/2025 – O ciclo de alta da Selic nos últimos anos turbinou o mercado de derivativos de balcão (OTC, na sigla em inglês) de taxas de juros no País. O volume de contratos em reais foi multiplicado por cinco desde 2022, alcançando o patamar diário de US$ 9,2 bilhões em abril último, mostra pesquisa trienal do Banco de Compensações Internacionais (BIS), publicada nesta terça-feira.
Os derivativos de taxas de juros movimentaram US$ 7,9 trilhões por dia ao redor do globo, um salto de 59%, de acordo com o estudo do pai dos bancos centrais. O grande motor para o crescimento global veio do euro, que respondeu por cerca de metade do aumento no volume de negócios mundial e ultrapassou o dólar. A cifra de negócios diária saltou 91%, para US$ 3,0 trilhões, entre abril de 2022 e igual mês de 2025, segundo a pesquisa do BIS. Os contratos em euros representaram 38% do volume global.
Por sua vez, o volume médio diário de contratos em dólares cresceu apenas 7,2% desde abril de 2022, para US$ 2,4 trilhões em 2025. Conforme o BIS, o montante ainda está significativamente abaixo do observado em abril de 2019. Como consequência, a participação global de contratos em dólares caiu para 31% em 2025, abaixo dos 46% em 2022. “Isso contrasta com o mercado de derivativos negociados em bolsa, cujos contratos em dólares detinham a participação dominante de 65% no volume global”, diz o BIZ.
Além disso, o dólar americano manteve o posto de moeda mais negociada: esteve presente em 89% de todas as negociações de derivativos de câmbio até o fim de abril de 2025. O euro ocupou a segunda colocação, com uma participação de 28,9%, seguido pelo iene japonês, com 16,8%. A participação da libra esterlina se reduziu para 10,2%. As negociações em yuan e franco suíço aumentaram, com o franco avançando para se tornar a sexta moeda mais negociada, conforme o BIS.
Por sua vez, os contratos de derivativos de câmbio atingiram US$ 9,6 trilhões por dia em abril de 2025, um aumento de 28% em relação a 2022. Os swaps continuaram sendo o instrumento mais negociado, com o volume médio diário subindo para US$ 4 trilhões, alta de 5%, na mesma base de comparação. O volume de câmbio spot aumentou 42% e os contratos a termo subiram 60%, com suas participações avançando a 31% e 19%, respectivamente. Ambos são instrumentos utilizados para hedge cambial.
A Pesquisa Trienal do BIS mostra ainda que os mercados de derivativos de câmbio e de taxa de juros continuam concentrados nos maiores centros financeiros. Reino Unido, Estados Unidos, Cingapura e Hong Kong foram palco de 75% das negociações em abril de 2025. Os britânicos mantiveram a liderança nos contratos de câmbio, com 38% do volume total, mesmo patamar visto três anos antes.
O levantamento do BIS foi realizado em 52 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Alemanha, Itália, Colômbia, México, Peru, Cingapura, Hong Kong, Japão, entre outros. Bancos centrais e outras autoridades reuniram dados de mais de 1.100 bancos e corretoras nessas praças.
Contato: aline.bronzati@estadao.com
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