Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
23 de setembro de 2025
Por Crisley Santana*
São Paulo, 23/09/2025 – A XP manteve a recomendação de compra para Lojas Renner, com preço-alvo de R$ 22,00 para a ação da empresa ao fim de 2026, após encontro com o presidente-executivo da varejista, Fabio Faccio, e o diretor financeiro, Daniel dos Santos. O valor representa potencial valorização de 35,21% frente ao fechamento do papel ontem (R$ 16,37).
Em relatório, os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer afirmam que o clima continua a afetar o desempenho trimestral: a antecipação do inverno no segundo trimestre, seguida de um início mais frio da coleção de primavera, tende a comprimir as vendas do terceiro trimestre. Mesmo assim, a administração relatou “tendências de crescimento normalizadas” quando se considera todo o período de inverno, que engloba o segundo e o terceiro trimestres.
Para além do efeito sazonal, a XP destaca três vetores de expansão descritos pela companhia. O primeiro é o “desbloqueio de valor” dos atuais ativos, sem detalhamento de metas. O segundo envolve a abertura de novas unidades das bandeiras Lojas Renner e Youcom; esta última, segundo a diretoria, tem potencial de “mais que dobrar” no médio prazo. O terceiro pilar é a entrada em marcas ou geografias ainda não exploradas, um movimento que, de acordo com os executivos, deve ocorrer apenas no médio prazo e de forma orgânica.
A corretora também ressalta a confiança da empresa em recuperar rentabilidade. “A Renner acredita que a margem bruta poderá voltar “ao mínimo dos níveis de 2019” até 2026-2027 e, possivelmente, superá-los depois, favorecida pelo mix de marcas. Na linha de despesas, a companhia projeta diluir SG&A, com cerca de 25% dessa melhora vindo de ganhos de eficiência e o restante de alavancagem operacional graças ao aumento de produtividade nas lojas.
A política de capital foi outro ponto de atenção dos investidores. A administração descreveu o tema como “central” e prometeu novidades no Investor Day de dezembro de 2025. Até lá, pretende manter a estrutura de capital conservadora. Programas de dividendos e recompra de ações seguirão ativos, com ênfase na recompra pelo fato de “as ações estarem abaixo do valor intrínseco”, segundo os executivos.
Em serviços financeiros, o discurso mudou. Os executivos não veem mais a Realize como uma unidade de negócios autônoma, mas como “alavanca de relacionamento” para sustentar o varejo, mantendo rentabilidade positiva. A concessão de crédito seguirá restrita enquanto o cenário macroeconômico não melhorar.
Com base nas novas premissas – entre elas um terceiro trimestre mais fraco por questões climáticas – a XP reduziu em 4% a 4,5% a projeção de Ebitda para 2025-2026 e cortou em 2% a estimativa de lucro líquido, ao ajustar a política de pagamento de juros sobre capital próprio para um patamar mais alinhado ao “payout” recente da companhia. Apesar dos cortes, a visão da casa segue otimista.
Contato: crisley.santana@estadao.com
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Veja também