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11 de setembro de 2025
São Paulo, 11/08/2025 – Uma carga de limão thaiti enviada para a Holanda recebeu o primeiro certificado de qualidade de citros ao mercado europeu emitido pelo Ministério da Agricultura. Segundo a pasta, em nota, o certificado foi apresentado na terça-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma unidade do sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).
O certificado que atende os requisitos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é emitido eletronicamente, de forma rápida e segura, segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Hugo Caruso. Ele acrescentou que as primeiras ações para chegar à emissão começaram em 2018, com um treinamento no entreposto da Ceagesp, em São Paulo. Em 2022, servidores do Vigiagro foram capacitados para poder fiscalizar, por meio de amostragem, se os citros exportados pelo Brasil seguem os padrões exigidos pela OCDE. A comprovação da fitossanidade já era uma exigência cumprida pelo setor produtivo brasileiro, mas a certificação da qualidade é uma novidade. “Agora precisamos atuar para que a União Europeia reconheça o Brasil como exportador de produtos com a qualidade certificada”, afirmou Caruso. O pedido já foi solicitado.
Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura, no caso desta carga de limão tahiti – chamado tecnicamente de lima ácida – a certificação envolveu a primeira empresa registrada como Serviço de Controle Autorizado para atendimento dos padrões OCDE de frutas, a Andrade Sun Farms Agroindustrial. O produto é cultivado nas regiões de Mogi Mirim (SP), Mogi Guaçu (SP) e Paraguaçu (MG).
Caruso disse que a ideia é reduzir as amostras que são inspecionadas no destino de 60% da carga para 5%, o que deve acelerar o processo de desembaraço na União Europeia. Renata Imperato, inspetora e certificadora de qualidade da Andrade Sun Farms, contou que a empresa acompanha, durante a safra, a exportação de 10 a 12 contêineres por semana. Cada um tem 24 toneladas. No caso da Europa, a carga viaja de navio por 24 a 25 dias e tem enfrentado atraso no desembarque, que pode chegar a 13 dias. A inspeção que comprova a sanidade e a qualidade no destino pode levar mais quatro ou cinco dias. “Mesmo com o transporte feito em contêineres refrigerados, com ventilação, umidade e temperatura controladas, cada hora conta para esse tipo de carga”, disse ela. Segundo Hugo Caruso, o certificado oficial deve reduzir o tempo de inspeção, permitindo que as frutas cheguem mais cedo aos pontos de venda. (Equipe AE)
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