Agronegócios
02/09/2021 08:32

BrasilAgro/Guillaumon: safra 2021/22 de soja tem tudo para ser melhor do que a de 2020/21


Por Clarice Couto

São Paulo, 02/09/2021 - Apesar do aumento dos custos de produção da safra 2021/22, que começa a ser plantada este mês, a BrasilAgro espera uma safra de soja e também de outras culturas “melhor” do que a de 2020/21, em virtude da alta dos preços das commodities agrícolas e de a maior parte dos insumos necessários já ter sido comprada. “A safra 2021/22 tem tudo para ser melhor do que a 2020/21”, disse ontem (1º) o diretor presidente da companhia, André Guillaumon, em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2021.

Segundo dados apresentados pelo executivo a analistas, 50,4% da produção de soja esperada já foi comercializada por um preço médio de US$ 13,17 por bushel, com um câmbio de R$ 5,48, ante a média de US$ 10,50 por bushel e câmbio de R$ 5,41 na temporada 2020/21. Com relação ao milho segunda safra, 33% da produção futura foi vendida a uma média de R$ 65,64 por saca, ante R$ 51,58/saca no ciclo passado. Quanto ao algodão, 42% foi comercializado por, na média, 82,45 cents de dólar por libra-peso e câmbio médio de R$ 5,64, ante 65,66 cents/lb em 2020/21 e câmbio de R$ 5,03.

Do lado dos custos de produção, mais de 90% dos insumos para a temporada 2021/22 já estão travados, segundo Guillaumon: todos os fertilizantes necessários foram comprados, bem como as sementes e “grande parte” dos agroquímicos. De acordo com o diretor Administrativo e de Relações com Investidores, Gustavo Javier Lopez, o incremento nos custos de produção foi da ordem de 40% em relação à safra passada. “E desde que adquirimos os insumos, os preços subiram mais”, acrescentou Guillaumon.

Conforme Lopez, o custo de produção de soja desta safra está entre R$ 3,4 mil e R$ 3,6 mil por hectare, dependendo do nível de tecnologia aplicado, contra R$ 2,6 mil a R$ 2,7 mil na safra passada. “Os custos estão mais altos, mas as margens (de lucro) estão muito parecidas com as de 2020/21”, pontuou Lopez.

Safra 2020/21 - Na temporada 2020/21, encerrada em junho, a BrasilAgro ampliou em 5,2% sua área plantada, para 161,1 mil hectares. A área de soja foi de 62,1 mil hectares (ante 54,3 mil ha em 2019/20); milho safra, 7,6 mil ha (contra 7 mil antes); milho segunda safra, 13,4 mil ha (17,9 mil ha no ciclo anterior); cana, 27,8 mil hectares (ante 29,2 mil ha em 2019/20); pastagem, 12,7 mil ha (16,8 mil ha anteriormente); e algodão 1,3 mil ha (contra 1,7 mil ha antes).

A produção de grãos e algodão, em contrapartida, caiu 10,8%, para 287,5 mil toneladas, contra 322,4 mil t em 2019/20. O volume de soja chegou a 173,5 mil toneladas (ante 160,4 mil t em 2019/20); milho verão, 31,3 mil t (41,7 mil t antes); segunda safra de milho, 70,1 mil t (ante 106,7 mil t anteriormente); algodão, 5,1 mil t (7,5 mil t antes). Além disso, o número de cabeças de gado chegou a 14,805 mil, ante 15,461 em 2019/20, e a produção de cana atingiu 2,248 milhões de t, ante 2,236 milhões de t antes.

“A menor produção de milho safrinha mais do que foi compensada por preços do cereal. A rentabilidade por hectare foi sustentada pelo incremento de preços”, explicou Guillaumon. A queda da produção também ocorreu em virtude de uma redução de cerca de 4 mil hectares da área plantada de milho segunda safra, conforme o executivo. Já a produção de cana foi beneficiada pela localização das plantações, a maioria no Maranhão, que não sofreram com geadas em outras regiões do País.

Lopez informou também que a empresa tem ainda em estoque cerca de 70 mil toneladas de soja da safra 2020/21, de 70 mil a 80 mil toneladas de milho, além de cana de açúcar, que terão impactos “bem importantes” (positivos) nos resultados dos próximos trimestres, “por causa dos preços que estamos estimando (de venda)”.

Contato: clarice.couto@estadao.com
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