Agronegócios
09/01/2019 12:24

CBOT: grãos devem abrir em alta com bom humor do mercado


São Paulo, 09/01/2019 - Os contratos futuros de grãos devem começar a sessão desta quarta-feira no campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), puxados pelo bom humor do mercado global. Investidores esperam um progresso nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. Esse otimismo tende a puxar os principais índices acionários mundiais e ativos de risco, caso das commodities agrícolas, em virtude da aposta altista dos traders.

Veículos da imprensa internacional noticiam que a conversa entre os representantes das duas potências já foi encerrada, após três dias de diálogos intensivos em Pequim, com posições mais próximas em áreas como energia e agricultura.

Nesta manhã, o editor-chefe do jornal Global Times, publicado pelo Partido Comunista chinês, Hu Xijin, afirmou que uma mensagem sobre a negociação será publicada pelos dois países na noite desta quarta-feira (manhã de quinta-feira pelo horário de Pequim). "Pelo que sei, os diálogos comerciais, ainda que árduos, foram conduzidos em uma atmosfera agradável. Nenhum lado se pronunciou porque a delegação dos EUA está no avião agora", acrescentou Hu em sua conta no Twitter, em uma publicação feita às 9h16 (de Brasília).

Na soja, a expectativa de melhora na demanda externa com a redução dos embates entre EUA e China tende a sustentar as cotações da oleaginosa. O pais asiático é o maior comprador mundial de soja. Nos últimos dias, rumores de traders apontavam para uma terceira compra da oleaginosa por estatais chinesas. Entretanto, os boatos não podem ser confirmados até a normalização dos serviços do governo federal dos EUA, em particular do Departamento de Agricultura (USDA). Agentes acompanham também a perspectiva de safra na América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina.

Do mesmo modo, o milho deve ter seus preços influenciados pelo otimismo do mercado de grãos. O possível aumento de demanda por soja norte-americana se reflete nas cotações do cereal, pois pode resultar em área plantada menor. Desde que se iniciaram os conflitos comerciais entre China e EUA, investidores temiam que, com as retaliações na soja, produtores tenderiam a expandir a área plantada com milho. Além disso, o forte avanço do petróleo contribui para os ganhos do cereal, já que aumenta a competitividade relativa do etanol, que nos EUA é feito principalmente com milho.

O trigo deve ser puxado por sinais de melhora na demanda externa. Nesta manhã, traders relataram a abertura de nova licitação para compra do cereal pela agência estatal de grãos do Egito, conhecida como Gasc, e também pela agência estatal de grãos da Jordânia. O governo egípcio deve comprar um volume não especificado de trigo, que deve ser embarcado entre 20 e 28 de fevereiro e 1º e 10 de março. Já o governo jordaniano deve comprar 120 mil toneladas do cereal. Além disso, o trigo norte-americano apareceu em uma nova transação feita agência estatal de grãos da Argélia, conhecida como OAIC. O governo argelino comprou pelo menos 550 mil toneladas do cereal, por um preço entre US$ 261 e US$ 262 a tonelada, incluindo custos de transporte.

No overnight, o vencimento março da soja recuou 3 cents (0,33%), a US$ 9,2150 por bushel. O milho para março ganhou 1,50 cent (0,39%), a US$ 3,8150 por bushel, enquanto igual vencimento do trigo avançou 1,50 cent (0,29%), a US$ 5,1925 por bushel. (Isadora Duarte, isadora.duarte@estadao.com, com informações da Dow Jones Newswires)
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