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Mas a Casas Bahia? Quem Diria!

Da Faria Lima à Praça da Sé, crise da varejista mexeu com o coração de muita gente

24 de agosto de 2026

Cynthia Decloedt

O pedido de recuperação judicial de Casas Bahia personificou a crise brasileira. O assunto saiu do entorno da Faria Lima e chegou,, como se diz, à Praça da Sé. Mexeu no coração de muita gente: “Mas que triste doutor, comprei meu primeiro guarda-roupas lá, quando casei”, ouviu um ‘farialimer’ de sua funcionária. De um taxista, um lamento em tom de preocupação: “mas a Casas Bahia, quem diria, a coisa tá feia”. De uma veterana em comunicação empresarial: “nunca vi tamanha repercussão”.

A Casas Bahia vendeu os móveis, os colchões e os eletrodomésticos de uma grande massa da população brasileira, por décadas desbancarizada, que conseguia “montar” a casa em parcelas pelo carnê. A rede chegou a ter mil lojas no País em seus tempos áureos. A notícia de uma recuperação judicial pode ser que passasse despercebida, mas somada à do fechamento de 300 lojas – muitas delas já bem feias – e da demissão de 3 mil funcionários, deu o ar do falecimento. O tom de tudo e de todos parecia de luto.

E junto com o luto, certamente a mensagem para a grande massa é “realmente, a coisa tá feia”. Uma verdadeira personificação daquele dia em que o brasileiro trocou a carne pelo frango e esvaziou um pedaço do carrinho para passar no caixa do supermercado ou de mais uma fatura do cartão de crédito vencido que entra para o esquecimento da gaveta da cômoda – comprada na Casas Bahia – ou daquele sapato que vai ficando pro outro mês.

Mas o nome dessa crise não é Casas Bahia, é juro.