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26 anos

Entre o início do namoro e o noivado entre Mercosul e União Europeia, quase três décadas se passaram e o mundo virou outra coisa

12 de janeiro de 2026

Por Cristina Canas

O acordo Mercosul-UE é firmado 26 anos depois da proposta criada e das primeiras negociações. As expectativas dos dois lados do Atlântico são grandes e, ainda que controvérsias permaneçam em vários pontos, devemos observar uma nova relação entre os dois blocos daqui para a frente.

Algumas perguntas, no entanto, ficarão sem resposta para sempre: o que teria sido evitado e o que seria construído caso esse passo tivesse sido dado em 1999? Uma parceria comercial e de desenvolvimento econômico estreita entre América Latina e Europa mudaria o rumo da geopolítica global?

Vejamos:

Quando os representantes do Mercosul e da União Europeia se sentaram à mesa pela primeira vez para estudar um acordo comercial, o euro estava nascendo. A China era só uma promessa e muitos duvidavam de sua ascensão. A globalização estava nos primórdios. O mundo recuperava-se de colapsos financeiros na Ásia e na Rússia.

Internet só para poucos. E-mails também. Ninguém nunca tinha ouvido falar em smartphone e muito menos em redes sociais. O mundo tinha medo do BUG do Milênio e discutia exaustivamente a possibilidade de que a virada do século resultasse num colapso de todos os sistemas.

Os ataques de 11 de setembro estavam longe e velho continente ainda não era assombrado pelo terrorismo.

O mundo era mais lento e mais pacificado. Depois de ter visto o fim da guerra fria, usufruía do auge do funcionamento dos organismos internacionais. Multilateralismo, democracia e economia de mercado eram um consenso quase global.

Imaginar que o acordo Mercosul-EU firmado em 1999 teria criado um mundo totalmente diferente do atual parece exagero. Mas imaginar que América Latina pudesse ter potencializado seu desenvolvimento e a UE evitado parte de sua decadência parece razoável. Afinal, é isso que estão tentando agora, que Inês é quase morta!

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