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19/02/2018 15:24

Ronco e apneia podem ser causados por deformidade dentofacial


Curitiba, PR--(DINO - 19 fev, 2018) - Dormir bem está diretamente ligado à qualidade de vida. O descanso é essencial, pois nesse período o organismo se organiza, recupera-se e revitaliza todas as funções do corpo. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 50% da população brasileira se queixa de má qualidade do sono e 30% da população adulta sofre de apneia do sono. Esses são números bastante alarmantes, uma vez que o sono provoca acidentes de trabalho e de trânsito.

A apneia do sono é o bloqueio das vias aéreas enquanto a pessoa dorme, causando uma interrupção temporária na respiração. A pessoa que tem vários episódios de apneia durante o sono consequentemente terá sonolência durante o dia, já que não atinge um sono profundo e restaurador. É comum que as pessoas não percebam o problema, pois nem sempre despertam. Quando a duração da parada respiratória é superior a 10 segundos, começa a ser preocupante.

Apneia do sono é um problema sério e que, portanto, não deve ser negligenciado. Segundo o Dr. Mohamad Nagi Bou Wadi, especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, as pessoas que sofrem de apneia têm a sensação de não ter descansado e costumam sentir dor de cabeça ao acordar (que melhora com o passar das horas), boca seca, irritabilidade, baixo rendimento, perda de concentração e memória, cansaço e sonolência ao longo do dia. O ronco é um sinal habitual das pessoas que padecem desse problema. Perguntar para o cônjuge também ajuda no diagnóstico inicial.

Nos casos mais severos, a apneia do sono aumenta os riscos de doenças como hipertensão arterial, mais de 40% dos pacientes com apneia sofrem de hipertensão, cardiopatias como angina de peito e infartos, assim como acidentes vasculares cerebrais. O risco de padecer de apneia aumenta com a idade e em pessoas com sobrepeso significativo.

As principais causas da apneia são: excesso de peso, ingestão de álcool, tranquilizantes ou tabaco, falta de atividade física e um padrão facial denominado "classe II", podendo estar associado ou não a uma má oclusão. O padrão facial classe II é quando o paciente aparenta ter pouco queixo ou queixo curto, enquanto oclusão é o encaixe dos dentes superiores (maxila) com os inferiores (mandíbula). Qualquer alteração nesse mecanismo pode trazer danos aos dentes, gengivas, ossos, músculos, ligamentos, articulações e também provocar apneias.

Quando deitamos e dormimos, com o relaxamento dos músculos, a mandíbula e os tecidos da faringe tendem a se deslocar para trás, estreitando ou mesmo fechando a passagem de ar. O estreitamento provoca o ronco. Quando a passagem de ar é bloqueada, ocorre a apneia. Com a correção da deformidade dentofacial, o espaço para a passagem do ar é liberado, resolvendo o problema da apneia. Essa correção é realizada por meio de uma cirurgia ortognática.

Dr. Mohamad esclarece que a decisão de optar pela cirurgia ortognática depende de um estudo clínico detalhado. É necessário determinar o tamanho da mandíbula e do maxilar e comprovar em que medida estes ossos são pequenos e admitem um alongamento ou uma correção. Através de um planejamento computadorizado em 3D, é possível prever com precisão a liberação de espaço das vias aéreas. O paciente pode pré-visualizar na tela o resultado do procedimento. O objetivo é restabelecer uma respiração uniforme durante o sono, através do alinhamento da oclusão, de acordo com o caso de cada paciente.

Em boa parte dos casos, a cirurgia ortognática resolve os problemas do ronco e apneia obstrutiva do sono. Trata-se de um procedimento bastante seguro, que evoluiu muito nos últimos anos e agora também contribui para devolver o sono e a qualidade de vida para muitas pessoas. Se você padece desse problema, consulte um otorrinolaringologista e um cirurgião buco-maxilo-facial de sua confiança para indicarem o melhor tratamento para o seu caso.

Para mais informações sobre o procedimento, acesse www.saudedaface.com.br.

Website: http://www.saudedaface.com.br

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