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02/07/2019 16:04

Novo cadastro positivo começa a valer neste mês e deve reduzir taxa de juros no Brasil


Belo Horizonte, MG--(DINO - 02 jul, 2019) - A partir do dia 9 de julho, todos os brasileiros acima de 18 anos, que possuem CPF ativo e realizaram transações financeiras, bem como empresas devidamente inscritas no CNPJ, passam a participar automaticamente do Cadastro Positivo. O mecanismo, sancionado em abril deste ano, é um banco de dados que apresenta o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores. Ele vai balizar a tomada de decisão do sistema financeiro, que passará a conhecer o bom pagador, e, com isso, há uma tendência de queda de juros. A dinâmica é simples. Com mais informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores, o risco das operações de crédito tende a diminuir, favorecendo a queda do spread bancário, que é a diferença entre os juros que as instituições financeiras pagam para captar recursos e o que elas cobram efetivamente dos tomadores de empréstimos. "O cadastro positivo tem em torno de 23 milhões de pessoas e, com a nova legislação, deve passar para, pelo menos, 152 milhões. Então, o impacto para o mercado financeiro será enorme. Hoje, o sistema sabe quem tem problema de crédito, mas não possui um registro de quem é o bom pagador. Considerando que o risco é calculado pela média de uma base cadastral composta apenas por informações negativas, os juros são mais altos. Esse é o reflexo de um volume alto de inadimplência e pela falta de conhecimento dos clientes que são bons pagadores", afirma Roberto Azevedo, CEO do Banco Semear.Ele argumenta que o setor financeiro deseja que o Novo Cadastro Positivo tenha efeito o quanto antes, para ofertar créditos mais baratos já que, atualmente, o principal componente da taxa de juros é a inadimplência. "Mas entendemos que é um processo que demandará um histórico. Será preciso criar uma cultura. Então, as taxas vão cair aos poucos. O tempo de maturação estimado para os efeitos completos da medida é de dois anos, mas foi um passo enorme para pequenas empresas e milhões de pessoas físicas terem acesso ao crédito mais barato. Tudo isso movimenta a economia sem endividar a população. Isso é um crescimento sustentável que vai beneficiar todo o país", observa o especialista.Para os setores de comércio e serviços, o cadastro de bons pagadores também vai facilitar a avaliação e a concessão de financiamentos, empréstimos e compras a prazo. Roberto Azevedo conta que os bancos que só enviavam informações dos clientes inadimplentes passarão a fornecer os históricos dos adimplentes. Concessionárias de energia, água e gás, empresas de telefonia e varejistas também vão alimentar o Cadastro Único. "Isso significa que aquela pessoa que nunca pediu crédito no mercado e que, até então, era desconhecida pelo sistema financeiro poderá ser reconhecida como bom pagador por quitar suas contas em dia nos últimos 12 meses", completa Roberto. Com base em um score de informações, será possível ofertar crédito mais barato e com mais agilidade. "A medida gera uma inclusão ao crédito sem precedentes. É preciso lembrar que, para grande parte da população, é esse crédito que garante a aquisição de bens, o acesso ao estudo, à casa própria e a móveis e eletrodomésticos que tornam a vida mais confortável", lembra Roberto. Apesar de a inclusão passar a ser automática, a partir deste mês, os consumidores não serão obrigados a permanecer na base do cadastro positivo e podem pedir a exclusão de seus dados a qualquer momento. Também poderão voltar quando quiserem. As informações saem automaticamente do banco de dados e não ficam mais acessíveis para a consulta, seja do próprio consumidor ou das empresas que concedem crédito. Para obter mais informações basta acessar o sistema no site do Serasa. Portanto, quanto mais informações sobre o comportamento de pagamento dos consumidores estiverem disponíveis, melhor e mais qualificada será a análise de crédito. Já as informações do histórico de pagamentos dos consumidores que constarem do banco de dados serão utilizadas exclusivamente para subsidiar a análise de crédito, não podendo ser usadas para outras finalidades.

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