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23/03/2018 11:38

Projeto que atende vítimas de violência completa 10 anos


Brasília--(DINO - 23 mar, 2018) - A história da personagem Laura, interpretada pela atriz Bella Piero, chocou o público que assiste à novela O Outro Lado do Paraíso. Infelizmente não é apenas na ficção que jovens sofrem maus tratos e violência sexual praticados por parentes ou pessoas próximas da família. Os números são alarmantes. Das 133 mil denúncias recebidas no canal Disque 100 (Direitos Humanos) do Governo Federal, em 2016, 76 mil foram referentes a situações de negligência, violência psicológica, física e sexual contra crianças e adolescentes. Para ajudar a mudar esse quadro, há 10 anos o Instituto Sabin, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que realiza a gestão do investimento social privado do Grupo Sabin, trabalha na implantação de ludotecas em parceria com diferentes órgãos públicos envolvidos no atendimento a vítimas de violência. O Instituto Sabin equipa os espaços com jogos, livros e bonecos anatomicamente sexuados que auxiliam meninos e meninas a contarem o trauma sofrido, além de capacitar profissionais dos órgãos parceiros (psicólogos, assistentes sociais e educadores) que irão realizar o atendimento humanizado e protetivo. Desde 2017 o Instituto Sabin tem oferecido também programas de formação, workshops e oficinas para capacitar servidores públicos.De 2008 até hoje já foram implantadas 82 ludotecas em 11 estados e mais de 30 mil pessoas foram impactadas. O investimento total foi de mais de um milhão de reais. O Instituto não atua sozinho. Conta com parceria de órgãos estaduais e municipais de direitos de mulheres, crianças e adolescentes; Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento aos usuários. Para o gerente executivo do Instituto Sabin, Fábio Deboni, o projeto vem contribuindo para tornar o ambiente e atendimento às vítimas mais humanizado. "As ludotecas podem ser consideradas pioneiras no Brasil quando o assunto é humanização do atendimento de vítimas de violência, em especial de crianças e adolescentes. O Projeto está totalmente alinhado ao conceito da Lei 13.431/2017, que define os parâmetros do atendimento integral de jovens em situação de violência" explica.

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