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18/10/2017 13:10

Cibersegurança: um oceano de oportunidades para startups


São Paulo--(DINO - 18 out, 2017) -
"Falar de um negócio digital sem considerar a segurança é como falar de internet sem levar em conta os computadores", diz Alexandre Gaspar, head de cibersegurança B2B da Telefônica | ElevenPaths e que trabalha com sistemas de segurança há 20 anos.

Ele faz parte da Eleven Paths, equipe que a Telefônica criou para promover cibersegurança. "Toda startup, por menor que seja, precisa começar tomando cuidado com isso", comenta. Gaspar defende tal tese pelo fato de que, se a empresa atingir seu objetivo e crescer, ela invariavelmente terá que investir em segurança. Porém, quanto mais tarde o fizer, maiores serão os custos, riscos e possíveis consequências de não ter feito antes.

Recentes ataques cibernéticos de escala global, como o WannaCry e o Petya, que afetaram empresas dos mais variados setores, mostram o poder dos ramsonwares e o estrago que eles podem fazer em companhias.

No entanto, estudo recente, realizado pela Malwarebytes (uma das principais de cibersegurança do mundo), feita com 1.054 companhias na América do Norte, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Singapura revelou que as pequenas e médias empresas são as mais afetadas por ataques cibernéticos. Ao todo, 22% delas precisam fechar as portas imediatamente após serem invadidas. Um risco alto demais para seu negócio, certo?

POR ONDE COMEÇAR A INVESTIR EM CIBERSEGURANÇA
"É um mito a ideia de que tudo o que precisa ser resolvido tem que ser complexo ou inovador", comenta Gaspar. Ele sugere que, mesmo startups com poucos recursos, têm condições de investir em níveis básicos de segurança.

Ele recomenda começar com tecnologias para criar logins e senhas, sistemas de verificação em dois passos ou que substituam senhas simples (como o mobile connect, oferecido pela Telefônica, que utiliza o celular para confirmar o login), criptografia nas informações e desenvolvimento de códigos que sigam as regras básicas do mercado. "Isso tudo é intrínseco à tecnologia. A startup consegue fazer algo seguro, mesmo sem ser do ramo de segurança e sem gastar muito mais do que já gastaria", garante.

Isso, obviamente, ajuda a mitigar os riscos, mas não a eliminá-los. "Hoje não existe mais 100% de segurança. Mas se você fizer o básico, com atualizações e correções de vulnerabilidade, já tem mais tranquilidade", comenta.

E é justamente nesse cenário que as startups têm vantagens em relação às grandes corporações. Enquanto na empresa colossal é necessário fazer a atualização em milhares de computadores, a pequena consegue se atualizar de forma muito mais rápida e garantir a segurança.

"Grandes empresas sofrem porque têm um passivo de mais de 20 anos onde não se nascia já pensando em segurança. Os problemas acontecem por que não se preocupavam lá atrás. Hoje há um passivo enorme a se corrigir. Já startups, que nascem pensando em cibersegurança, têm vantagem", diz. "E o cenário é muito mais perigoso do que há dez anos - afinal, a tecnologia é mais distribuída, o funcionário tem suas ferramentas, não distinguimos mais o que é casa e trabalho etc", argumenta.

Entre as grandes diferenças que tornam o mundo digital mais inseguro está o advento da computação em nuvem. "Antes tudo era perimetral. O que estava dentro da minha empresa estava protegido. Enquanto o que estava fora não me preocupava. Bastava comprar um bom firewall e tudo estava resolvido", lembra Gaspar. No entanto, após a nuvem, essas questões saem da mão da companhia e se tornam distribuídas e, portanto, vulneráveis.

BRASIL, UM MERCADO PARTICULAR
Falar de cibersegurança no Brasil é diferente do que em qualquer outro lugar do mundo.... leia a continuação do artigo em nosso blog Telefônica Open Future: http://bit.ly/cybertext e se inscreva em nosso evento de cibersegurança no dia 31/10: http://bit.ly/cyber_evento.

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