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XP: venda de ações da CBA pela Votorantim está alinhada com objetivo da China de acesso à bauxita

30 de janeiro de 2026

Por Cecília Mayrink

São Paulo, 30/01/2026 – A XP avalia que, do ponto de vista estratégico, a compra de 68,6% das ações da CBA detidas pela Votorantim para a Chalco (Aluminum Corporation of China) e para a Rio Tinto está alinhada com o objetivo mais amplo da China de garantir acesso de longo prazo à bauxita.

Conforme fato relevante, a Chalco e a Rio Tinto assinaram um contrato para adquirir cerca de 446,6 milhões de ações da CBA que pertenciam à Votorantim por R$4.689 milhões. A corretora destaca que os compradores podem posteriormente lançar uma oferta obrigatória para adquirir os 31,4% restantes de free float após o fechamento do deal, implicando um valor total de ações de R$ 6,8 bilhões.

Os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano esperam que o veículo operacional brasileiro seja estruturado como uma joint venture, com a Chalco detendo 67% e a Rio Tinto os 33% restantes.

A XP aponta ainda que a Austrália e Guiné continuam sendo os principais centros globais de fornecimento de bauxita e, portanto, a aquisição oferece à China a oportunidade de diversificar os canais de suprimento e fortalecer o controle upstream dentro do ecossistema global da mercadoria.

“Nesse contexto, a aquisição da CBA pode ser vista como uma medida da Chalco para aprofundar seu acesso a recursos de bauxita de alta qualidade e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos por meio do portfólio da CBA (incluindo o projeto Rodon)”, avaliam os analistas.

Para a Votorantim, o desinvestimento parece consistente com uma estratégia contínua de rebalanceamento de portfólio, na visão da corretora. Além disso, ela aponta que o grupo tem reduzido gradualmente a exposição a commodities cíclicas enquanto realoca capital para infraestrutura e utilidades, principalmente por meio da Motiva e da Auren.

Assim, a XP acredita que a venda da participação majoritária da Votorantim no CBA se encaixa em uma mudança mais ampla para negócios mais estáveis e com retorno regulado, em nossa visão.

Os analistas observam que, diante da alta de 45% das ações da CBA no último mês, o anúncio reforça a perspectiva positiva que prevista para as ações.

Contato: cecilia.kuinghttons@estadao.com

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