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1 de dezembro de 2025
Por Vinícius Novais
São Paulo, 1º/12/2025 – A XP iniciou a cobertura da Eneva com recomendação de compra e a incluiu no grupo de empresas que a corretora classifica como “LT compounders” – ou seja, companhia que pode gerar crescimento consistente no longo prazo por meio do efeito dos juros compostos. Os analistas Raul Cavendish e Bruno Vidal apontaram preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 27,10 por ação, projeção que significaria alta de 37%, ante o último fechamento, e taxa interna de retorno (TIR) real de 12,7%.
O otimismo parte de três pilares. O primeiro é o histórico de gestão: desde a reestruturação realizada em 2017, a companhia alocou cerca de R$ 25 bilhões em projetos que, segundo a XP, renderam TIR superior a 20% ao ano em termos reais e geraram retornos anualizados de cerca de 35% aos acionistas. Apesar de episódios em que o mercado frustrou expectativas, como o leilão térmico ligado à privatização da antiga Eletrobras (atual Axia), quando se esperava VPL de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões e o resultado ficou em R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, os analistas avaliam que a companhia soube realinhar estratégias sem perda permanente de capital.
O segundo pilar é o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, apontado pela casa como possivelmente o evento mais relevante da história da Eneva. A XP calcula que a companhia possa arrematar 2,5 GW em projetos greenfield e recontratar 2 GW de usinas existentes, entre elas P1, P3, ativos a carvão, 150 MW recém-comprados do BTG e Termofortaleza.
O terceiro ponto enfatiza a posição da empresa como fornecedora de flexibilidade de gás para o País nos próximos 10 a 15 anos. Se conquistar um novo hub de GNL no Ceará, a Eneva passaria a deter cerca de 25% da capacidade nacional de GNL, com participação ainda maior na capacidade ociosa, afirma a XP.
Além disso, os analistas enxergam espaço para a companhia expandir a venda de gás onshore e a flexibilidade de GNL, desenvolver novo hub no Complexo Parnaíba para atender ao mercado potencial de 9 milhões m³/dia no corredor Matopiba e avançar em projetos como a monetização de Juruá e campanhas de exploração na Bacia do Paraná.
Diante desse conjunto de oportunidades, a Eneva passa a integrar a lista de preferências da XP no setor, assumindo o lugar que era ocupado pela Copasa e juntando-se a nomes como Axia, Copel, Sabesp, Equatorial, Orizon, Light e Energisa.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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