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XP eleva preço-alvo da Minerva de R$ 7,90 para R$ 8,40, mas retira papel das Top Picks

25 de novembro de 2025

Por Vinícius Novais

São Paulo, 25/11/2025 – A XP elevou o preço-alvo da Minerva de R$ 7,90 para R$ 8,40, 32,08% acima do último fechamento do papel, e reafirmou recomendação de compra para a empresa. Contudo, a corretora retirou o papel de sua lista de Top Picks.

Em relatório, os analistas Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak apontam que desde que a casa adotou essa classificação, o papel subiu 35%, superando o Ibovespa em cerca de 22% e o desempenho médio das companhias de proteínas listadas no País em aproximadamente 39%.

O trio lembra que a tese apoiava-se em três pilares: forte momentum operacional, valuation atraente e esperada redução do risco de capital próprio após robusta geração de caixa no rastro das aquisições recentes. Na leitura da XP, o impulso ainda não se esgotou – o quarto trimestre deve registrar lucro e fluxo de caixa livres sólidos, segundo relatório -, mas grande parte desse cenário já está embutida no preço, o que reduz a margem de segurança num momento em que o ciclo pecuário no Brasil dá sinais de virada.

Para o último trimestre do ano, a estimativa é de Ebitda ajustado de R$ 1,4 bilhão, alta de 4% em relação aos três meses anteriores, e fluxo de caixa livre de R$ 491 milhões, descontados R$ 346 milhões em operações de forfait. A corretora destaca que, após meses de recordes, os dados semanais de novembro sugerem novo pico histórico de exportações, enquanto os preços seguem firmes. No mercado interno, a expectativa é de continuidade da tendência sazonal de alta até dezembro, sustentada pela demanda forte, afirma a XP.

A corretora atualizou também as projeções de oferta e demanda de carne bovina: 2026 deve marcar um ano de ciclo negativo, com queda de 4% na produção e apenas ganhos modestos nos preços do boi. A maior retenção de fêmeas, retorno à cadência histórica e oferta mais restrita explicam o recuo. Machos mais pesados e maior eficiência na suplementação deverão compensar parte da queda no abate, preservando a margem do produtor, aponta a XP.

Nesse ambiente, exportadores brasileiros, em especial a Minerva tendem a capturar a alta do preço global da carne, e a participação das vendas externas sobre o total produzido deve crescer, dizem os analistas.

Entre os fatores externos, a abertura do mercado dos Estados Unidos, com ampliação da cota para a Argentina e corte de tarifas para o Brasil, é vista como positiva para as margens da companhia. No campo adverso, pesa a investigação de salvaguarda iniciada pela China, mercado de peso no equilíbrio entre oferta e demanda mundial.

Contato: vinicius.novais@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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