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30 de setembro de 2026, às 14:00
Por Jean Mendes
São Paulo, 30/09/2026 – O volume de investimentos administrados por gestores de patrimônio caiu 1,9% no primeiro semestre de 2026 ante o semestre anterior, para R$ 533,3 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
A renda fixa apresentou queda de 8,4%, para R$ 234,4 bilhões, mas segue como a principal classe de aportes. Em contrapartida, a renda variável teve crescimento de 6,2%, para R$ 185,5 bilhões, passando a representar 35% do patrimônio, ante 32% em dezembro de 2025. O avanço foi puxado pelos fundos de ações, que cresceram 9,1%, para R$ 85,9 bilhões. Os investimentos diretos em ações subiram 2,5%, para R$ 68,4 bilhões.
Para Soraia Barros, gerente-executiva da área de Gestão, Serviços Fiduciários e Análise de Mercado da Anbima, o aumento da participação da renda variável, principalmente dos fundos de ações, indica que parte dos gestores já se posiciona para um cenário de queda dos juros, que tende a favorecer esses ativos e ampliar os benefícios da diversificação das carteiras.
Outros ativos
Os títulos isentos, que incluem CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LIGs (Letras Imobiliárias Garantidas) e debêntures incentivadas, somaram R$ 60 bilhões, alta de 0,8%. Os fundos de renda fixa recuaram 22,9%, para R$ 57,1 bilhões. Já os títulos públicos subiram 1%, para R$ 40,2 bilhões, e os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) avançaram 2,9%, para R$ 14 bilhões.
A previdência somou R$ 18 bilhões, alta de 3,4%. Os fundos multimercados ficaram praticamente estáveis, com queda de 0,3%, para R$ 61,6 bilhões. Os FIIs recuaram 2,5%, para R$ 23,7 bilhões, enquanto os ETFs caíram 8,5%, para R$ 5,4 bilhões.
O Sudeste concentra a maior parte do patrimônio, com R$ 407,5 bilhões, mas a distancia diminuiu entre as outras regiões devido a uma queda de 3,5% ante dezembro de 2025. O Nordeste avançou 9,4%, para R$ 60,5 bilhões, enquanto o Sul recuou 1,2%, para R$ 55,9 bilhões. O Centro-Oeste caiu 8,1%, para R$ 5,7 bilhões, e o Norte avançou 19,4%, para R$ 3,7 bilhões.
O número de carteiras administradas cresceu 13,5%, para 38.537, enquanto a quantidade de fundos de investimento caiu 18,7%, para 2.552. O total de clientes atendidos subiu 9,4%, para 40.043, e o número de grupos econômicos avançou 9,7%, para 34.848.
Contato: jean.mendes@broadcast.com.br
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