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25 de setembro de 2026, às 12:30
Por Wilian Miron
São Paulo, 25/09/2026 – O UBS BB iniciou a cobertura das ações da Hapvida com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 7,80 por ação, segundo relatório assinado pelo analista Olavo Arthuzo. O valor representa potencial de alta de cerca de 20% em relação ao fechamento do papel no pregão de ontem.
Para o UBS BB, a principal variável a ser acompanhada é a evolução do índice de sinistralidade médica (MLR, na sigla em inglês). O indicador se deteriorou ao longo de 2025, mas apresentou sinais de estabilização no primeiro semestre de 2026. O banco projeta MLR de 74,7% para este ano, mas ainda vê necessidade de evidências mais consistentes de melhora operacional antes de adotar uma visão mais positiva sobre a ação.
O relatório também destaca como possível fonte de valor o ativo fiscal de R$ 30,8 bilhões relacionado ao ágio gerado na combinação de negócios da companhia em 2022. O UBS BB, porém, não incorpora esse benefício em suas projeções, já que sua utilização depende de uma reorganização societária para colocar o ágio e a operação adquirida sob o mesmo contribuinte, além da geração de lucro tributável suficiente para absorver o benefício.
Nas projeções do UBS BB, o Ebitda ajustado da Hapvida deve chegar a R$ 2,4 bilhões em 2026, R$ 2,7 bilhões em 2027 e R$ 2,9 bilhões em 2028. Para o banco, uma revisão positiva da tese dependeria de uma sequência de trimestres com melhora da sinistralidade, reajustes de preços acima da inflação, retomada da geração de caixa e redução do endividamento. Entre os principais riscos estão a continuidade da pressão dos custos médicos, a perda de beneficiários e a deterioração da alavancagem.
Contato: wilian.miron@estadao.com
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