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Trump recebe Xi Jinping em Washington em meio a tensões por IA, comércio, Irã e Taiwan

22 de setembro de 2026, às 08:20

Washington, 22/09/2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta semana em Washington o líder chinês, Xi Jinping, em meio a uma escalada da competição econômica e tecnológica entre as duas maiores economias do mundo, com a corrida pela inteligência artificial (IA) no centro das tensões. Ainda assim, os dois lados buscam preservar alguma estabilidade na relação.

O encontro será o terceiro entre Trump e Xi desde a volta do republicano à Casa Branca. Nenhum dos dois governos espera um grande acordo, mas a reunião deve servir para administrar disputas em comércio, tecnologia, Irã e Taiwan. “O fato de eles estarem se reunindo, de haver diálogo e de essa relação estar sendo construída provavelmente é tão importante quanto os resultados do encontro”, afirmou o senador republicano Steve Daines, que assessora Trump em temas ligados à China.

Cui Tiankai, ex-embaixador chinês nos EUA, disse recentemente em Pequim que “sempre há problemas, às vezes problemas muito grandes” entre os dois países, mas que ambos devem fazer esforços para manter a “estabilidade geral”.

A visita de Xi, que começa na quarta-feira, será a primeira a Washington em dez anos. O encontro ocorre depois de EUA e China recuarem da guerra comercial do ano passado, marcada por tarifas muito elevadas e restrições chinesas ao fornecimento de minerais críticos.

Apesar da trégua, a competição segue intensa. Washington busca reduzir desequilíbrios comerciais e preservar sua liderança tecnológica, enquanto Pequim tenta consolidar sua posição econômica, tecnológica e militar. Para Evan Medeiros, conselheiro sênior da consultoria The Asia Group, a estabilidade buscada pelos dois lados decorre de “razões profundamente competitivas”.

Da Wei, diretor do Centro de Estratégia e Segurança Internacional da Universidade Tsinghua, avalia que EUA e China caminham para um “novo normal” de “estabilidade geral”, mesmo com restrições a empresas e produtos de alta tecnologia. Segundo ele, os líderes precisam produzir entendimentos que possam ser efetivamente implementados pelos dois governos.

A IA tornou-se um dos principais campos de disputa. Trump afirmou repetidamente que “quem vencer na IA, vence” e disse na segunda-feira que os EUA estão à frente da China. Pequim, por sua vez, trata a tecnologia como tema de segurança nacional. Chen Yixin, chefe do Ministério da Segurança do Estado chinês, alertou que uma superioridade estrangeira em IA poderia ameaçar o domínio do Partido Comunista.

Os EUA já restringem exportações dos chips de IA mais avançados à China e acusam desenvolvedores chineses de usar modelos americanos em larga escala para extrair capacidades. Pequim afirma que a prática, conhecida como destilação, é comum no setor e acusa Washington de tentar monopolizar a tecnologia.

Mesmo assim, há espaço para cooperação limitada. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os EUA propuseram um “mecanismo de notificação” para incidentes de IA com potencial impacto sobre a segurança nacional. Para Bessent, ampliar a transparência entre as duas maiores potências de IA é “muito importante”.

No comércio, os dois países têm evitado medidas amplas que possam romper a trégua, mas continuam recorrendo a sanções direcionadas. Os EUA restringiram equipamentos chineses de telecomunicações e vigilância, robôs, drones e empresas acusadas de usar trabalho forçado em Xinjiang. O Pentágono também vetou Alibaba, BYD, Baidu e outras companhias de contratos de defesa.

Pequim respondeu com controles de exportação sobre drones e tecnologias relacionadas e colocou seis empresas americanas em uma lista de restrições. Mira Rapp-Hooper, pesquisadora visitante da Brookings Institution, disse que os dois lados parecem testar os limites da competição sem descarrilar a aproximação entre os líderes.

Tarifas também permanecem no radar. Após a Suprema Corte derrubar parte das tarifas impostas por Trump, o governo buscou outras bases legais para mantê-las. Em julho, a Casa Branca anunciou tarifa de 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo a China, e planeja uma sobretaxa adicional de 7,5% sobre produtos chineses.

Irã e Taiwan completam a agenda de atritos. Washington tenta isolar economicamente Teerã, enquanto Pequim insiste no direito de manter comércio com o país. A China é a maior compradora de petróleo iraniano e sua principal parceira comercial.

Em Taiwan, Trump suspendeu um grande pacote de armas após sua visita a Pequim em maio. A ilha autogovernada é reivindicada pela China, enquanto os EUA mantêm obrigação legal de fornecer meios para sua autodefesa. Analistas esperam que Xi pressione por novos adiamentos nas vendas de armamentos durante a reunião. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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