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‘Tamanho de mercado de Fidcs é do tamanho do Brasil’, diz líder da Vórtx

29 de setembro de 2026, às 16:10

Por Jean Mendes

São Paulo, 29/09/2026 – O potencial de crescimento do mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidcs) é amplo, considerando o tamanho do mercado de crédito brasileiro. “O tamanho desse mercado é do tamanho do Brasil”, afirmou Eugênia Souza, sócia e líder de Negócios da Vórtx, durante o painel “FIDCs: conectando crédito, controles e governança”, realizado no TAG Summit by Market Makers.

Na avaliação da executiva, o segmento vai além do eixo da Faria Lima e ainda tem espaço para avançar entre investidores e empresas fora do principal centro financeiro do País. A expansão da indústria também trouxe novos participantes ao mercado, segundo Souza. “Players que passam por um crivo de aprovação, seja de uma associação como a Anbima, ou de uma entrada como um consultor autorizado da CVM”, disse.

Com o crescimento do mercado, os investidores pessoa física também passaram a ter um papel mais relevante na indústria. Segundo Souza, a regulação e a estrutura de governança dos Fidcs contribuem para dar maior confiabilidade ao investidor.

“Você vê o próprio regulador, através da norma 175 da CVM, de acordo com os critérios e definições do crédito possível, determinado, do enquadramento da política de investimento, dando confiabilidade para o próprio investidor pessoa física”, afirmou.

A executiva destacou ainda que os Fidcs contam com uma cadeia de governança que envolve diferentes participantes, como registradoras, custodiante, administrador e gestor. No entanto, alertou, o investidor que pretende aplicar em Fidcs precisa entender que a busca por retornos maiores está associada a riscos também mais elevados.

“Passa por uma centena de filtros que vão garantir ali o risco e o retorno desejado dentro do produto”, afirmou.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a indústria de Fidcs captou mais de R$ 74 bilhões neste ano até agosto.

Para o investidor que pretende analisar um Fidc pela primeira vez, Eugênia afirmou que é importante entender quem são as partes envolvidas na operação e quais controles existem. “Nosso papel aqui é esclarecer quem está envolvido e garantir que tem, tanto pela regulação quanto pelo próprio monitoramento de quem nos fiscaliza, controles”, afirmou.

Ela também destacou que o investidor não deve se limitar às informações apresentadas nos prospectos e pode buscar dados por conta própria antes de tomar uma decisão.

Contato: jean.mendes@broadcast.com.br

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