Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
11 de setembro de 2025
Por Pepita Ortega, Lavínia Kaucz e Gabriel Hirabahasi
Brasília, 11/09/2025 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira, 11, que houve a formação de organização criminosa no caso da tentativa de golpe em 2022, argumentando que os acusados “deverão ser condenados pelas circunstâncias fáticas comprovadas na forma descrita na denúncia” da Procuradoria-Geral da República.
A declaração ocorreu quando o ministro analisava as condutas individuais dos réus do “núcleo crucial” do golpe. O ministro apontou “evidente conexão causal” entre a propagação de falsas narrativas sobre instituições e o fomento a ações violentas que se acentuaram após as eleições 2022, além de “robusta prova” de que a organização criminosa “promoveu insuflação popular”.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e hoje delator, transmitia orientações aos demais membros da organização criminosa, apontou Zanin. Já o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno e o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência planejaram a “instrumentalização do Estado” com a ‘Abin paralela’.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres participou na difusão de desinformação sobre urnas, anotou Zanin, além de contribuir com os atos golpistas de 8 de janeiro e ter interferido na Polícia Rodoviária Federal com as blitze que impediram o deslocamento de eleitores no pleito de 2022. Já o ex-comandante da Marinha Almir Garnier aderiu ao plano golpista, ao contrário dos outros dois comandantes.
O ministro destacou a “integração das ações entre membros da organização criminosa” e argumentou que os eventos narrados na denúncia “denotam que não houve mera expressão de opiniões controversas, mas concerto de ações voltadas para a permanência do poder, por meio da tentativa de interferir nas eleições e depois por meio de atos de força que deflagrassem uma resposta institucional armada com apoio das forças armadas”.
Zanin citou ainda o “projeto permanente de esgarçamento de relações institucionais, com intuito de restringir a livre fiscalização contramajoritária pelo Judiciário”.
Contato: pepita.ortega@estadao.com; lavinia.kaucz@estadao.com; gabriel.hirabahasi@estadao.com
Veja também