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12 de março de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 12/03/2026 – A SLC Agrícola registrou prejuízo líquido de R$ 70,8 milhões no quarto trimestre de 2025, ampliando a perda de R$ 51,4 milhões apurada em igual período de 2024. O resultado foi pressionado por despesas não recorrentes de R$ 61,7 milhões relacionadas à aquisição da Sierentz Agro Brasil e à associação com fundos administrados pelo BTG Pactual para projetos de irrigação na Bahia.
Apesar do resultado negativo no trimestre, a receita líquida somou R$ 2,27 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 15% na comparação anual. Segundo a companhia, o avanço refletiu principalmente o maior volume faturado e preços mais altos de milho, caroço de algodão e gado. “O crescimento da receita no trimestre foi impulsionado principalmente pelo maior volume faturado e pelo aumento dos preços do milho, do caroço de algodão e do rebanho bovino”, informou a empresa. No total, o volume comercializado atingiu 853,3 mil toneladas, alta de 35,9% sobre igual período do ano anterior.
A geração de caixa operacional também cresceu. O Ebitda ajustado somou R$ 633,1 milhões no trimestre, avanço de 3,6% na comparação anual. A margem recuou de 30,9% para 27,9%. Segundo a administração, o desempenho foi sustentado pelos ganhos de produtividade da safra 2024/25. “O Ebitda ajustado do trimestre cresceu 3,6%, reflexo da boa produtividade alcançada na safra 2024/25, especialmente em soja e milho”, afirmou a companhia.
O milho foi o principal destaque entre as culturas no período. O volume vendido mais que dobrou, com crescimento de 115,3%, para 438,9 mil toneladas. A receita da cultura chegou a R$ 386,1 milhões, também com alta de 115,7%. Parte desse avanço está ligada à incorporação das operações da Sierentz, adquirida em julho de 2025.
Na soja, o desempenho foi beneficiado pela forte produtividade da safra 2024/25. A cultura atingiu rendimento médio de 3.961 quilos por hectare, 21,4% superior ao da safra anterior e 9,4% acima da média nacional, segundo dados da Conab.
A pecuária também contribuiu para o resultado do trimestre. A receita com venda de gado somou R$ 161,6 milhões, com comercialização de 26.466 cabeças.
Já o algodão seguiu enfrentando pressão de preços. “O preço do algodão permanece pressionado pela instabilidade macroeconômica e pela expectativa de maior oferta global em relação às últimas safras”, informou a administração.
No lado financeiro, a dívida líquida ajustada encerrou dezembro em R$ 5,2 bilhões. A relação dívida líquida/Ebitda ficou em 1,97 vez, melhora ante as 2,34 vezes registradas ao fim do terceiro trimestre. O recuo foi favorecido pelo ingresso de R$ 913,8 milhões provenientes da integralização de capital pelos fundos administrados pelo BTG no projeto de irrigação.
Segundo a companhia, 78% do endividamento está concentrado no longo prazo, com prazo médio de 1.168 dias.
No acumulado de 2025, a SLC Agrícola registrou lucro líquido de R$ 565,2 milhões, alta de 17,3% sobre o ano anterior. A receita líquida atingiu R$ 8,55 bilhões, crescimento de 23,7%, enquanto o Ebitda ajustado chegou a R$ 2,66 bilhões, avanço de 30,8%.
Na carta aos acionistas, a administração destacou a expansão das operações da companhia. “Em 2025, a Companhia cresceu aproximadamente cerca de 100 mil hectares de área de plantio arrendada, em linha com sua estratégia de crescimento preferencial no modelo asset light”, afirmou.
Para a safra 2025/26, a SLC estima área plantada de 837,2 mil hectares, crescimento de 13,8% sobre o ciclo anterior. Até 6 de março, 53,9% da soja havia sido colhida, com produtividade estimada de 4.036 quilos por hectare. O milho segunda safra tinha 72,3% do plantio concluído.
Na comercialização da nova safra, a companhia informou ter fixado, somados os compromissos, 74,8% da soja, 80,7% do algodão e 43,8% do milho.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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