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21 de setembro de 2026, às 21:00
Por Mariana Ribas
São Paulo, 21/9/2026 – O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que dialogar com pessoas do mesmo grupo do seu adversário Flávio Bolsonaro (PL) seria o equivalente a uma “formação de quadrilha”. Durante entrevista ao SBT Brasil, o presidenciável afirmou, sem apresentar provas, que agentes americanos estariam impulsionando conteúdo dos Estados Unidos para o Brasil e divulgando números favoráveis a Flávio.
“Houve pessoas ligadas à turma dele (Flávio) que entraram em contato com amigos em comum falando: olha, toparia uma conversa? Eu falo o seguinte: conversa com a turma do Flávio é formação de quadrilha. Eu não ando com gente que está envolvida nos piores escândalos de corrupção da nossa história”, disse. O candidato afirmou que “jamais cederia qualquer coisa na minha campanha para poder participar de nada envolvendo esse sujeito”, disse, ao se referir a Flávio.
O candidato citou, ainda, a recente revelação feita pelo jornal O Globo, de uma fotografia de março de 2025 que mostra o Flávio ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz durante uma viagem à África do Sul. Weverton e Willer são investigados no caso das fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), esquema que se tornou público em abril daquele ano, após a viagem.
Renan Santos também acusou o adversário de estar pagando perfis para fazer conteúdo contra adversários. Ao ser questionado sobre como avalia o comportamento dos seus adversários na disputa nas redes, ele afirmou que Flávio chama influenciadores para falar que ele vai ganhar em primeiro turno. Ao ser questionado sobre se isso seria uma acusação a campanha de Flávio a pagar perfis para fazer conteúdos contra os adversários, o candidato respondeu: “Eu suspeito fortemente que ele está fazendo isso”.
Em seguida, ele ainda afirmou, sem provas, que “foram pegos prints, e isso já está sendo encaminhado para a Justiça Eleitoral, de agentes americanos impulsionando o conteúdo dos Estados Unidos para o Brasil, divulgando números favoráveis a Flávio Bolsonaro”, disse.
Cotas raciais
Ao ser questionado sobre política de cotas, o candidato afirmou ser contra. “É um modelo inimigo do mérito, um modelo que busca corrigir pós-fato um problema real que existe”, afirmou. A partir disso, Renan Santos disse que, se eleito, irá acabar com a política de cotas em cinco anos e fazer uma transição para um novo modelo em que toda criança ficará apta a passar em um vestibular.
O candidato defendeu “políticas estruturantes” que passam por educação, emprego e segurança pública. “. Eu sou o único candidato que tem uma proposta de desfavelização do Brasil, de transformar as favelas, de fato, em bairros. Eu sou o candidato que tem as políticas mais duras de enfrentamento ao crime organizado”, disse.
Renan, ao defender sua política de “desfavelização”, afirmou que “precisamos desesperadamente de uma política de investimento em habitação”, ao mencionar o risco de deslizamentos em pessoas que moram em encostas e em áreas não regularizadas.
Contato: mariana.ribas@estadao.com
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