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27 de novembro de 2025
Por Naomi Matsui e Victor Ohana
Brasília, 27/11/2025 – O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), minimizou a derrota imposta ao governo federal pelo Congresso na análise de vetos presidenciais ao licenciamento ambiental e afirmou que o resultado não tem relação com os conflitos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Do ponto de vista da liderança do governo, não temos do que nos queixar sobre a conduta do senador Alcolumbre, inclusive em relação à sessão. O acordo que foi feito para pautar o licenciamento ambiental foi um acordo imposto pela maioria”, disse Randolfe a jornalistas, após o Congresso derrubar 52 itens do veto ao licenciamento.
Alcolumbre é o responsável por marcar e conduzir a votação e tem tido rusgas com o governo, por discordar da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Randolfe disse que a sessão estava marcada há semanas, e Alcolumbre já havia atendido mais de uma vez o pedido do governo de adiar a votação dos vetos sobre o licenciamento. “Tem uma maioria congressual, que já estava formada há algum tempo, contrário a esse tema. […] Isso está dentro da conta. Não tenho o que reclamar do conjunto da sessão do Congresso Nacional”, declarou.
Perguntado se poderia ter havido um novo adiamento, ele respondeu: “Eu quero adiar todos os vetos do mundo, indefinidamente. Mas eu não posso, porque que veto tranca a pauta”.
Randolfe afirmou ainda que o governo pode judicializar os vetos: “Alguns desses vértices, como, por exemplo, a proteção da Mata Atlântica, estão consagrados na Constituição. A Mata Atlântica é um patrimônio material do Brasil, consagrado na Constituição dessa forma. Então, alguns temas, eu creio, que fatalmente serão levados ao questionamento junto ao Supremo Tribunal Federal”.
Conversa de Lula com Alcolumbre
O líder do governo afirmou que o governo aguarda uma conversa entre Alcolumbre e Lula para enviar a mensagem formal de indicação de Messias ao Senado. Sem a mensagem, a indicação não começa a tramitar. “Tenho certeza que vai ter um momento em que o presidente da República, o presidente Lula e o presidente Davi irão conversar. […] Essa situação é circunstancial e, com certeza, se ela ser nada, tão logo terá uma conversa entre as duas pessoas”, declarou.
Randolfe admitiu a incerteza de uma votação em 10 de dezembro, mas disse que, se ocorrer, Messias terá tempo para concluir as conversas com os senadores. “Não há de se falar na data do dia 10 de dezembro se a documentação ainda não for encaminhada. Mesmo assim, a data do dia 10 é o tempo suficiente, temos uma semana para a conclusão das visitas”, declarou o petista.
Contato: naomi.matsui@estadao.com; victor.ohana@estadao.com
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