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19 de novembro de 2025
Por Victor Ohana e Pepita Ortega
Brasília, 19/11/2025 – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), negou que sejam “falsas narrativas” as críticas do governo a versão do “PL Antifacção” de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aprovada na terça-feira, 18, na Câmara dos Deputados. Sem mencionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o petista rebateu declarações feitas pelo deputado paraibano ao longo do dia.
“Não são “falsas narrativas” as críticas à aberração jurídica em seis versões apresentadas no relatório do Derrite aprovado ontem na Câmara. Contra fatos não há argumentos! O relatório asfixia financeiramente a Polícia Federal e fragiliza as operações da Receita Federal”, escreveu Lindbergh, na rede social X, nesta quarta-feira, 19.
O líder do PT repetiu o termo “lambança legislativa”, utilizado pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, na tarde de terça. Segundo o parlamentar, Derrite não adotou adequadamente o mecanismo de perdimento extraordinário de bens e criou tipos autônomos inconstitucionais.
“No momento em que a Polícia Federal tem a sua melhor atuação no combate ao crime organizado que atingiram o primeiro escalão, com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a asfixia financeira do PCC com as Operações Carbono Oculto e Compliance Zero, apresenta-se um texto com o objetivo de tentar paralisar as investigações. Do início ao fim, o que vimos foi uma lambança legislativa”, publicou.
Lindbergh também criticou a designação de Derrite, secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a relatoria do projeto. Ao longo do texto, o deputado voltou a citar redução de recursos em fundos federais e disse que o valor é de quase meio bilhão de reais anuais.
“A escolha como relator do secretário do Tarcísio, alguém que se recusou a debater com o governo, especialmente com o ministro Lewandowski e que apresentou um substitutivo repleto de erros técnicos, inconstitucionalidades e dispositivos que fragilizavam justamente quem combate o crime organizado, foi um movimento de natureza político-partidária que roubou a autoria, a identidade e contaminou o PL Antifacção do governo Lula em prejuízo do país”, escreveu o petista.
O líder também sustenta que o “texto improvisado” favorece nulidades processuais. “Se há desinformação, ela não é da parte do governo que defende a Polícia Federal, a Receita Federal e o combate às facções criminosas, mas de quem tenta vender um texto improvisado, rejeitado por especialistas e que funciona no sentido de blindar o crime organizado”, postou o deputado.
Contato: victor.ohana@estadao.com; pepita.ortega@estadao.com
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