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PT/Edinho Silva: hipótese de candidatura própria do PT no Rio de Janeiro não existe

3 de dezembro de 2025

Por Gabriel Hirabahasi

Brasília, 03/12/2025 – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que “não existe” a hipótese de o PT lançar uma candidatura própria ao governo do Rio de Janeiro. Edinho disse que a aliança do partido com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), “nunca esteve tão sólida” e que ele é um “parceiro de primeira hora” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho dialogado cotidianamente com o prefeito Eduardo Paes, nossa aliança política nunca esteve tão sólida, e ele é parceiro de primeira hora do presidente Lula, e o Presidente dele. A hipótese de candidatura própria do PT no Rio de Janeiro não existe. Não vamos fragmentar o campo democrático, quem investe nisso não tem responsabilidade com o momento histórico que o Brasil vive”, disse o presidente do PT, em comunicado divulgado por WhatsApp.

Edinho criticou a megaoperação realizada no Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. Disse que foi uma “operação midiática” com “imagens chocantes”, mas que “não derrota o crime e não liberta as comunidades”.

“O PT acredita em um projeto de segurança pública que seja eficiente e que derrote o crime. Sem asfixiar o crime bloqueando seus recursos, como fez o presidente Lula na Operação Carbono Oculto, você não impede que o dinheiro chegue para os criminosos. Sem dinheiro, os criminosos não compram drogas, armas, não corrompem policiais, políticos e nem a os adolescentes e jovens nas comunidades. Temos que usar a inteligência para rastrear os criminosos e impedir que eles se organizem nas comunidades”, disse.

Edinho também defendeu que os policiais sejam bem remunerados e bem equipados e que o Estado entre nas comunidades com programas sociais, impedindo que “o crime seja o único caminho para a juventude”. Também defendeu “cuidar de quem cumpriu pena, os apenados precisam ser reinseridos no mercado de trabalho, para que não voltem para a criminalidade”.

“Se não for isso, vamos só assistir operações midiáticas, que dão imagens chocantes, como foi no Complexo da Penha, mas não derrota o crime, não liberta as comunidades. Nossos aliados podem pensar de forma diferente, não há problemas, faz parte da democracia, mas o que queremos é derrotar o crime de verdade e não apenas alimentar as medidas midiáticas que não são eficazes”, completou.

Contato: gabriel.hirabahasi@broadcast.com.br

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