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PicPay/Chedid: foco é expandir crédito para indivíduos e empresas no Brasil com disciplina

29 de janeiro de 2026

Por Aline Bronzati, correspondente

Nova York, 29/01/2026 – O presidente do PicPay, Eduardo Chedid, afirmou que o foco do banco digital, que acaba de se listar na Nasdaq, em Nova York, é expandir sua carteira de crédito para pessoas físicas e empresas no Brasil com “disciplina”. Por ora, o banco digital não tem planos de se expandir para os Estados Unidos.

“Ainda que possa parecer um movimento natural para nós, temos uma convicção grande de que a oportunidade do Brasil é muito grande. Pelos próximos dois, três anos, vamos estar exclusivamente focados no Brasil”, disse Chedid, a jornalistas, após listagem das ações da empresa em Nova York, nesta quinta-feira.

As ações do PicPay abriram em alta de 4,88% na Nasdaq, cotadas a US$ 19,88. O banco digital captou US$ 500 milhões na primeira abertura de capital de uma empresa brasileira em Nova York desde o Nubank, em 2021. Os papéis do PicPay foram precificados a US$ 19,00 no topo da faixa sinalizada a investidores, que ia de US$ 16,00 a US$ 19,00.

Quanto à ambição de crescer em crédito, o presidente do PicPay afirmou que a expectativa do início da queda dos juros no Brasil é uma “boa notícia” e “bem-vinda”.

“Talvez esse seja o principal driver de crescimento da empresa, tem sido e continua sendo, que era a penetração de produtos de crédito na nossa base”, disse Chedid. Segundo ele, o foco é tanto nas pessoas físicas quanto jurídicas.

O executivo ponderou, contudo, que o banco digital segue focado em expandir sua carteira com “disciplina”. “Eu não vejo isso mudando muito a nossa maneira de fazer crédito que é muito disciplinada”, afirmou Chedid. “Vamos crescer”, acrescentou, sem dar projeções de expansão. A carteira de crédito do PicPay tinha saldo de R$ 19 bilhões ao fim de setembro de 2025.

Chedid disse ainda que o cenário competitivo no Brasil é “dinâmico e pesado”. “Mesmo os incumbentes são bancos super preparados, com altíssima tecnologia”, afirmou. Os bancos digitais estão ganhando espaço, mas ainda há uma “concentração grande” no Brasil, avaliou.

Contato: aline.bronzati@estadao.com

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