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5 de janeiro de 2026
Por Aline Bronzati, correspondente
Nova York, 05/01/2026 – O representante permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sérgio Danese, afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro ultrapassam um “limite aceitável” e “abrem um precedente perigoso”. O diplomata discursou em espanhol, sua fala durou pouco mais de 5 minutos, e reforçou o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como esperado.
“Esses atos constituem uma grave afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Danese, durante reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU (CSNU), nesta manhã, para debater a situação da Venezuela.
Segundo ele, a aceitação de ações dessa natureza levaria inexoravelmente a um “cenário marcado por violência, desordem e erosão do multilateralismo, em detrimento do direito e das instituições internacionais”. Afirmou ainda que o Brasil não admite que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a derrubada ilegal de um governo.
“A América Latina e o Caribe fizeram da paz uma escolha consciente, duradoura e irreversível”, afirmou. “O uso da força em nossa região evoca capítulos da história que pensávamos estarem no passado e põe em risco o esforço coletivo para preservar a região como uma zona de paz e cooperação”, acrescentou.
Conforme Danese, pela primeira vez na América do Sul, ocorreu um “evento profundamente alarmante” e reiterou que a região é uma “zona de paz”. “Temos defendido e continuaremos a defender a paz e a não intervenção em nossa região com determinação inabalável”, afirmou.
O diplomata disse que o Brasil não acredita que a solução para a situação na Venezuela resida na criação de “protetorados” no país, mas sim em soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos limites de sua Constituição.
“Os eventos de 3 de janeiro transcendem a esfera regional. Um ataque contra a soberania de qualquer país, independentemente da orientação de seu governo, afeta toda a comunidade internacional”, avaliou.
Danese instou ao Conselho para que assuma sua responsabilidade diante dos ataques dos EUA à Venezuela. Disse que o órgão máximo de segurança da ONU deve reagir com “determinação, clareza e obediência ao direito internacional, a fim de impedir que a lei da força prevaleça sobre o Estado de Direito”.
“O Brasil confia que o futuro da Venezuela será construído pelo povo venezuelano, por meio do diálogo, sem interferência externa e dentro dos limites do direito internacional”, concluiu.
Contato: aline.bronzati@estadao.com
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