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19 de dezembro de 2025
Por Pepita Ortega e Victor Ohana
Brasília, 19/12/2025 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira, 19, que a relação da Casa com o governo Luiz Inácio Lula da Silva termina o ano “estabilizada”. Ao fazer um balanço de 2025, o parlamentar ainda destacou como “ponto positivo” do ano a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ainda sustentou que a Casa teve “protagonismo” e uma “atuação condizente com a representação da nossa população”.
As declarações ocorreram durante café do presidente da Câmara com jornalistas nesta manhã. Em uma fala inicial, Motta destacou que a perspectiva é entrar 2026 “conversando mais, dialogando mais, superando as divergências que aconteceram ao longo do ano”, com o Planalto. “Os Poderes, eles são independentes, mas temos que lutar para que sejam harmônicos”, argumentou.
Motta sustentou que, mesmo com as divergências ao longo do ano, “o respeito” entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se perdeu. “Nós tivemos o cuidado de manter um diálogo, até quando a gente divergia do que era posição da equipe econômica. E essa questão da relação com o governo, como todas as relações das nossas vidas, você tem aí os altos e baixos”, apontou.
“E isso é muito natural, porque cada Poder tem a sua independência, cada Poder tem a sua maneira de agir, sua dinâmica interna. Não está escrito na Constituição que um Poder tem que concordar com o outro em 100% dos pontos. Eu acho que tem que ter harmonia e diálogo e, na hora em que for divergir, um Poder precisa compreender o outro. Nem eu preciso concordar ou apoiar tudo que o Poder Executivo faz e o inverso também é verdade”, completou.
Amizade com Alcolumbre
Motta também citou divergências, em 2025, entre as Casas do Congresso, mas deu ênfase para sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo o presidente da Câmara, tal proximidade foi um ponto positivo deste ano.
“Eu quero registrar que eu não me recordo de um momento em que a Câmara e o Senado tiveram uma relação tão boa entre os seus presidentes. Tenho uma relação de amizade com o senador Davi Alcolumbre, nós temos conversado muito e penso que isso ajuda bastante nessa agenda de país e mostra a união do Congresso Nacional”, apontou.
“Câmara não atrapalhou o País”
Já ao avaliar o ano da Câmara, Motta argumentou que, diante de momentos de “tensão e enfrentamento”, a Casa “conseguiu produzir positivamente”. “A Câmara conseguiu entregar projetos importantes. A Câmara não atrapalhou o País. A Câmara ajudou o País. Ela teve democracia interna para debater os temas. Ela teve incapacidade de discordar daquilo que não concordava”, disse.
“A Câmara teve protagonismo, uma atuação condizente com a representação da nossa população. Somos essa casa que representa o que é a nossa sociedade, com as suas qualidades, seus defeitos, suas virtudes, seus problemas. Mas não podemos dizer que a Câmara não representa a sociedade, não representa a vontade da população”, completou.
Conciliador
Motta também destacou seu “perfil conciliador” ao fazer a retrospectiva de 2025. “É um perfil de sempre buscar, encontrar convergência mesmo nos momentos mais complexos, mesmo nos momentos mais difíceis. Então, eu penso que o Brasil precisa disso. O Brasil não precisa de mais extremismo. O Brasil não precisa de mais radicalização. O Brasil não precisa de mais polarização”, sustentou.
Contato: pepita.ortega@estadao.com; victor.ohana@estadao.com
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