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3 de dezembro de 2025
Por Marcelo de Moraes
Governadores da direita aproveitaram audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública enviada pelo governo para antecipar o que será o principal ponto de crítica na campanha eleição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticaram duramente o texto produzido pelo governo, alinhando suas falas na defesa de propostas com o endurecimento de penas e redução de maioridade penal, por exemplo. Além disso, transformaram o relator da proposta, o deputado oposicionista Mendonça Filho (União-PE), numa espécie de “reparador” do projeto do governo. A ação de Tarcísio e Caiado, prováveis candidatos da oposição ao Planalto, faz parte da estratégia de minar o governo justamente numa área na qual a esquerda enfrenta maiores dificuldades que é a da Segurança Pública.
Tática – As críticas dos governadores dão sequência a um processo que já tinha aparecido fortemente durante a discussão do Projeto de Lei Antifacção, também enviado ao Congresso pelo governo. Na ocasião, o relator escolhido para cuidar do projeto foi o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que se licenciou do cargo de Secretário Estadual de Segurança Pública do governo paulista para reassumir sua vaga de deputado federal e ganhar protagonismo na discussão também criticando o projeto do Planalto.
Brecha – Dentro do governo petista existe a avaliação que a área é, de fato, um ponto frágil capaz de mexer com a opinião pública. Pesquisas recentes têm apontado o tema da Segurança Pública como uma das maiores preocupações dos eleitores pela escalada da criminalidade.
Ação – O tema ganhou maior visibilidade ainda após a megaoperação das polícias estaduais do Rio de Janeiro contra o crime organizado nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em 121 mortes, sendo quatro policiais, e garantiu aprovação popular para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), acirrando o debate sobre Segurança.
Reação – O governo percebeu sua fragilidade no debate e montou uma estratégia de reação, justamente com o envio ao Congresso de propostas para combater o crime organizado. Também passou a destacar as operações bem sucedidas no combate aos crimes envolvendo o que foi apelidado no Planalto como “andar de cima” do crime organizado, como na Operação Carbono Oculto.
Debate – Apesar disso, o governo segue enfrentando o tema com dificuldade. A própria esquerda tem buscado ampliar sua discussão em torno do tema, como ocorreu com o PT, que organizou, nesta semana, um seminário sobre o tema.
Falha – Durante o seminário, o presidente do partido, Edinho Silva, criticou o desfecho da operação das polícias estaduais do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. Para o dirigente petista, esse resultado mostra que “o Estado falhou”.
Sem aplauso – “Nós queremos uma política de Segurança Pública mas não podemos bater palmas para mais de 120 corpos estirados no chão. Isso mostra que o Estado falhou, que o Estado não teve políticas públicas para disputar com o crime organizado adolescentes que foram excluídos de qualquer oportunidade”, disse Edinho durante o encontro que termina nesta terça-feira.
Vergonha – Na contramão do aplauso à ação das polícias do Rio, Edinho mostrou que o PT segue numa linha diferente em relação à Segurança. “Nós deveríamos ter vergonha com do que aconteceu: corpos de jovens negros expostos, com sinal de falência governamental, da não existência de políticas públicas nos territórios, e não fazer coro para um senso comum hegemonizado pelo discurso de uma elite hipócrita”, criticou.
Opinião – “Eu sei que enfrentar a opinião pública não é fácil, mas é para isso que o PT existe, para defender o que é correto e estar do lado certo da história”, argumentou o dirigente petista.
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