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IBGE: IPCA-15 de setembro subiu em todos os grupos pesquisados; destaque para Habitação

25 de setembro de 2026, às 09:29

Por Paula Martini

Rio, 25/09/2026 – A principal pressão para o IPCA-15 de setembro veio do grupo Habitação, com destaque para a energia elétrica, responsável pelo principal e maior impacto individual no mês. O IPCA-15 de setembro avançou 0,70%, revertendo a deflação de agosto (-0,40%), divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos pesquisados apresentaram alta em setembro. A Habitação registrou a maior variação entre os nove grupos (2,07%) e também o maior impacto positivo no índice (0,31 p.p.). Dentro de Habitação, o destaque foi a energia elétrica residencial, responsável pelo principal e maior impacto individual do mês, de 0,29 ponto porcentual.

Após cair 6,25% em agosto, o item subiu 7,42% em setembro com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas emitidas no mês anterior.

O IBGE destacou a manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Houve também menção à redução tarifária em Fortaleza, vigente desde 26 de agosto, associada à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No gás encanado, com alta de 0,92%, sobressaíram reajustes a partir de 1º de agosto em Curitiba e no Rio de Janeiro, enquanto o resultado de água e esgoto (0,03%) refletiu aumento tarifário em Salvador, a partir de 20 de julho.

Nas demais categorias, as variações oscilaram entre 0,03% em Educação e 0,96% em Despesas pessoais. No último, o IBGE destacou a alta do cigarro (14,00%) após reajuste a partir de 1º de agosto.

No grupo Transportes, houve alta de 0,60% em setembro de 2026, com impacto de 0,12 p.p. A principal influência foi passagens aéreas, que subiram 9,82% ante o mês anterior. Entre os combustíveis (0,22%), houve aumento em gás veicular (1,56%) e gasolina (0,30%), com quedas em óleo diesel (-0,78%) e etanol (-0,22%).

Contato: paula.martini@estadao.com

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