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30 de setembro de 2026, às 09:44
Por Paula Martini
Rio, 30/09/2026 – A indústria de alimentos foi o setor que exerceu maior pressão sobre o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de agosto, divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPP, que mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, da indústria extrativa e da indústria de transformação, registrou alta de 0,36% em agosto ante julho.
De acordo com o IBGE, alimentos foi o setor industrial de maior destaque na comparação com julho, tendo sido responsável por 0,47 ponto porcentual de influência na variação positiva na indústria geral.
A indústria de alimentos teve peso de 23,96% no IPP de agosto, o maior entre as atividades pesquisadas. De acordo com Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do IPP, o resultado foi influenciado pelo aumento de preço da carne bovina e de derivados da soja.
“O que vai puxar esse aumento é o aumento de preço da carne bovina, que está influenciada um pouco pelo câmbio, uma depreciação do real nessa passagem de mês, mas também por uma demanda externa mais acentuada”, disse em vídeo para comentar o resultado. “Os derivados de soja também têm participação nessa influência”, acrescentou.
Outras atividades que também contribuíram para a alta do IPP de agosto frente julho foram as indústrias extrativas, com influência de 0,18 ponto porcentual, e metalurgia (0,14 p.p.).
Na análise por grandes categorias econômicas, bens intermediários e bens de capital tiveram influência nula no mês, ressaltou Brandão. Por outro lado, os bens de consumo e bens de consumo não duráveis registraram alta de 0,96% e 1,15%, respectivamente.
“Então, todo esse aumento de 0,36% se deve a bens de consumo, e particularmente, a bens de consumo não duráveis puxados pelos produtos de alimentos já citados, como carne bovina e arroz, que também tem tido uma demanda mais forte”, completou o técnico.
Contato: paula.martini@estadao.com
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