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25 de setembro de 2026, às 09:52
Por Paula Martini
Rio, 25/09/2026 – A alta de 0,7% do IPCA-15 em setembro, após recuo de 0,4% em agosto, representa a maior taxa para o mês desde 2021. Em setembro daquele ano, o IPCA-15 havia subido 1,14%. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, foi divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa superou todas as estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53% para o mês.
Os nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta na passagem de agosto para setembro. O principal impacto, de 0,29 ponto porcentual, veio da energia elétrica residencial.
O item subiu 7,42% com o fim do Bônus de Itaipu, valor distribuído aos consumidores de eletricidade quando há saldo positivo na conta de comercialização da usina hidrelétrica controlada por Brasil e Paraguai.
Outra pressão veio dos alimentos, que registraram alta de 0,4%, após dois meses de quedas consecutivas. O IBGE também destacou o aumento dos cigarros (14%), devido ao reajuste aplicado em agosto, e das passagens aéreas (9,82%).
O IPCA-15 acumula alta de 3,82% no ano, e de 4,47% em 12 meses. Com isso, se aproximou do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central para o índice oficial de inflação do país, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.
Contato: paula.martini@estadao.com
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