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11 de novembro de 2025
Por Gabriel Hirabahasi
Brasília, 11/11/2025 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza uma ofensiva de comunicação contra o relatório do Projeto de Lei Antifacção apresentado pelo secretário licenciado de Segurança de São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP). Em vídeo divulgado em suas contas oficiais, o governo diz que “o PL Antifacção não pode virar o PL Anti-investigação”. Um dos pontos criticados pelo governo e por especialistas no parecer de Derrite refere-se ao trecho que dificulta a atuação da Polícia Federal contra o crime organizado.
O deputado foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser o relator do Projeto Antifacção. A escolha causou revolta no governo federal, que pediu a troca do relator. Motta não atendeu ao pedido. O teor original do projeto foi elaborado pelo governo Lula.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) decidiu, então, encampar o discurso público contra o relatório de Derrite, integrante da oposição ao governo federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais há pouco, o governo questionou os motivos que levaram o relator a fazer as alterações no texto encaminhado ao Congresso. “A quem interessa impedir a Polícia Federal de agir? A quem interessa dificultar o combate às facções? O PL Antifacção não pode virar o PL Anti-investigação”, afirmou.
Logo no início, o narrador do vídeo diz aos espectadores: “Você precisa saber o que está acontecendo”. Cita, então, os principais argumentos do Planalto contra o texto de Derrite, faz questionamentos em torno do parecer e encerra pedindo o compartilhamento do material, em uma linguagem parecida com a usada por muitos influenciadores de direita nos últimos anos.
“O governo do Brasil enviou ao Congresso o Projeto de Lei Antifacção para endurecer o combate ao crime organizado em todo o País. Mas o relatório apresentado na Câmara dos Deputados pode mudar tudo. O novo texto propôs que a Polícia Federal só pudesse agir contra facções criminosas quando fosse provocada por governadores”, afirmou.
Segundo o governo, “na prática, isso significa limitar a atuação da PF logo quando o crime se espalha por todo o Brasil”. O vídeo diz, ainda, que “o governo reagiu” e “o relatório foi alterado”, mas que o texto continua ruim.
“A PF ainda precisaria comunicar às autoridades estaduais sempre que for atuar. Segundo a Polícia Federal, isso compromete a independência da instituição e a sua capacidade de combater o crime organizado”, declarou.
O vídeo foi publicado em várias redes sociais, como Instagram e X. O mesmo discurso vem sendo usado por integrantes do Planalto, como a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, além de líderes governistas no Congresso.
Contato: gabriel.hirabahasi@broadcast.com.br
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