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Gleisi diz que ataques contra mulheres ‘não são casos isolados’ e cita 19 processos no Paraná

24 de setembro de 2026, às 17:20

Por Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Florianópolis, 24/09/2026 – A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) afirmou nesta quinta-feira, 24, que ataques contra mulheres na política “não são casos isolados” e citou dados da Justiça Eleitoral ao retomar a notícia-crime apresentada contra os candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) além de Sergio Moro (PL) candidato ao governo do Estado Jeffrey Chiquini (Novo), candidato à Câmara dos Deputados, acusados de violência política de gênero.

O Paraná soma 19 processos autuados em 2026 relacionados ao tema, segundo dados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o segundo maior número do País, atrás de São Paulo, com 29. Em todo o Brasil, são 177 processos neste ano, ante 15 em 2022. Os registros não significam que os crimes tenham sido comprovados nem que todos os fatos tenham ocorrido em 2026.

“Os 19 casos do Paraná e os 177 do Brasil não são incidentes isolados, são sintomas de um mesmo problema estrutural”, escreveu Gleisi nas redes sociais.

Na publicação, a petista retomou a notícia-crime apresentada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra os candidatos adversários. A peça reúne quatro episódios ocorridos entre março e setembro e pede investigação por suposta violência política contra a mulher.

Segundo a defesa de Gleisi, as publicações incluem referências sexualizadas, ataques à aparência e imagens produzidas por inteligência artificial e teriam utilizado a condição de mulher da candidata para constrangê-la e desqualificá-la politicamente.

Nesta quinta-feira, Gleisi também mencionou o caso da candidata a deputada federal Luciana Rafagnin (PT), que denunciou a invasão de seu comitê de campanha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, e pediu que o episódio seja apurado como possível violência política de gênero.

Nesta semana, TSE e Procuradoria-Geral Eleitoral firmaram um protocolo para ampliar a prevenção, o recebimento de denúncias e o monitoramento de casos de violência política contra mulheres.

No Paraná, dos mais de 8,4 milhões de pessoas devem ir às urnas para escolher seus candidatos, 53% são mulheres, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

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