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1 de dezembro de 2025
Por Eduardo Laguna
São Paulo, 01/12/2025 – A economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, disse hoje que, após o período mais longo de aperto monetário da história, o Banco Central (BC) terá espaço para cortar os juros, atualmente em 15%, para até 10,5%. Este é um nível, segundo ela, “mais palatável” com os fundamentos da economia brasileira, que melhoraram nas últimas décadas. O prognóstico é mais otimista do que as previsões do mercado, de Selic em 12% no fim do ano que vem.
“Tudo caminha, sejam os indicadores de curto prazo, seja a lógica da política econômica, para ser um ciclo grande de corte de juros, salvo aí os choques”, comentou Tatiana durante encontro promovido por Galapagos Capital e Arko Advice.
Ela observou que há onze meses a taxa real de juros, aquela que desconta a inflação, está na casa de 9%. Nesse horizonte, acrescentou, a Selic superou em 4 pontos porcentuais a taxa neutra – aquela que não acelera, nem desacelera a atividade. “É o período mais longo de aperto monetário nessa magnitude. Tivemos outros momentos onde o grau de aperto monetário foi até maior do que esses quatro pontos, mas foram períodos curtos, ali no começo de 2000, 2004, 2005, ou mesmo no período ali de 2016. Onze meses de um aperto monetário tão forte assim, é a primeira vez.”
Segundo a economista, o atual nível da Selic, em 15%, é muito elevado até mesmo para uma economia com histórico de juros altos como o Brasil. “O Brasil de hoje é muito melhor em termos de fortaleza institucional do que era no começo dos anos 2000. Não faz sentido ter o mesmo grau de aperto monetário que foi necessário lá atrás, a menos que a economia tenha uma anomalia muito grande”, avaliou a economista-chefe da Galapagos.
Ela ponderou que a margem para corte de juros, em direção à normalidade da política monetária, vai depender do tamanho do ajuste na política fiscal. “O fato é que os 15% parecem muito elevados para a história do Brasil”, reforçou.
Contato: eduardo.laguna@estadao.com
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