Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
19 de dezembro de 2025
Por Altamiro Silva Junior
São Paulo, 19/12/2025 – A Buriti Investimentos entrou esta semana com denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a conversão de debêntures da gestora SPX na Toky, a empresa resultante da fusão entre Mobly e Tok&Stok. Em documento à gestora, a CVM informa que abriu processo administrativo para apurar as alegadas irregularidades, que vão desde problemas de comunicação ao risco de provocar “ultra diluição” dos minoritários.
A Buriti é a gestora do Piemote Toky3 FIP Multiestratégia, fundo que investe na varejista, vem comprando papéis nas últimas semanas no mercado e chegou ao final de novembro a 7,33% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Toky.
Para a CVM, o fundo pede, em um documento de oito páginas, “apuração, intervenção regulatória imediata e tutela de acionistas minoritários” do grupo de varejo.
Na denúncia, a gestora aponta irregularidades de “natureza societária, informacional e regulatória” sobre a conversão das debêntures compradas pelo fundo DFS, gerido pela SPX.
Entre estas irregularidades, a Buriti ressalta que o processo de conversão das debêntures tem “extrema e desnecessária complexidade técnica”, além de “múltiplas inconsistências lógico-jurídicas e matemáticas”. A gestora argumenta que, mesmo para investidores profissionais, a compreensão dos mecanismos não é imediata.
O processo de conversão vai resultar em “ultra diluição potencial e concreta dos acionistas minoritários” da Toky, acusa a Buriti, por conta da “conversibilidade abusiva das Debêntures SPX”. A gestora vê o processo como uma “afronta direta à legislação societária brasileira”.
A gestora menciona também a “falta de informações claras, completas e inteligíveis” tanto para o mercado quanto para os acionistas minoritários da Toky. A Buriti acusa o diretor de relações com investidores da companhia de descumprir “deveres legais e regulatórios”, por exemplo, ao não explicar melhor os termos da operação e a não responder questionamentos.
No documento entregue a CVM, a Buriti menciona que a SPX comprou as debêntures, que são divididas em duas séries, a primeira, já parcialmente convertida em capital da Toky, e uma segunda série, que será convertida futuramente.
“Em companhias abertas, cláusulas potencialmente diluidoras não podem ser obscuras, ambíguas ou tecnicamente inacessíveis”, argumenta a gestora no pedido à CVM.
Assembleia
Em uma assembleia da Toky anteontem, 17, o fundo Piemote detalhou as denúncias feitas pela Buriti à CVM, de acordo com a ata do encontro. A reunião aprovou o aumento de capital da Toky, de 220 milhões de ações para 300 milhões.
A Buriti se manifestou contra este aumento, ressaltando que a convocação da assembleia não mencionou de forma clara a conversão das debêntures da SPX. Além disso, esse aumento de capital abre espaço para o conselho aprovar uma emissão de ações sem nova assembleia, ressalta a gestora.
Contato: altamiro.junior@estadao.com
Veja também