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Flávio se apresenta como Bolsonaro ‘mais preparado’ em podcast católico e volta a atacar Lula

28 de setembro de 2026, às 22:50

Por Flávia Said e Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Brasília, 28/09/2026 – O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, encerrou nesta segunda-feira, 28, uma entrevista de cerca de duas horas ao SantoFlow Podcast, programa voltado ao público católico, apresentando-se como uma versão “mais preparada” do bolsonarismo, reforçando referências à família e à religião e defendendo o legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A participação ocorreu em meio à repercussão da informação falsa de que o senador pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

“Um Bolsonaro mais preparado, que é pai de família, que está preocupado com a sociedade”, afirmou Flávio ao descrever a imagem que pretende apresentar ao eleitorado.

Ao fim da entrevista, o apresentador do SantoFlow afirmou que o espaço do podcast também está aberto à campanha de Lula para que o presidente participe do programa.

A entrevista foi marcada por referências recorrentes à fé. Evangélico, Flávio afirmou que acredita ter sido escolhido por Deus para mudar o País, disse que está sendo “usado” para “salvar o Brasil” e declarou que tira forças da religião para enfrentar o que classifica como ataques e “fake news” durante a campanha.

O candidato também buscou afastar a ideia de conflito com os católicos. Durante a entrevista, manteve uma imagem de Nossa Senhora Aparecida à sua frente, afirmou que seu vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), é um “católico fervoroso” e lembrou que Jair Bolsonaro também se declara católico. Flávio voltou a negar que tenha defendido a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

A participação no SantoFlow ocorreu após dias de repercussão nas redes sociais associando Flávio a uma proposta para retirar o título da santa de padroeira do Brasil e transferir para Jesus Cristo.

No campo político, Flávio concentrou ataques no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Chamou o adversário de “Dilmo”, em referência à ex-presidente Dilma Rousseff, criticou a condução da economia e afirmou que o governo “faz o diabo para ganhar voto”.

Flávio também antecipou nomes que considera para um eventual governo, citando Dani Marques na área econômica e Guilherme Derrite na segurança pública, além de defender que escolheria ministros “hiperqualificados” e com autonomia para formar suas equipes.

O senador prometeu ainda buscar a aprovação de uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de Estado durante uma eventual transição de governo. Caso a medida não seja aprovada pelo Congresso, afirmou que pretende conceder indulto aos condenados depois de assumir a Presidência.

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