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21 de novembro de 2025
Por Pedro Lima
São Paulo, 21/11/2025 – O presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, enfatizou que o banco central não tem “elementos que indiquem se o mercado está sobrevalorizado” e ressaltou que são os próprios investidores que determinam os preços dos ativos, não o Fed. Segundo ele, é “saudável” que o mercado defina as avaliações, acrescentando que a instituição não tem posição sobre se preços estão “altos demais ou baixos demais”.
Durante evento realizado nesta sexta-feira, Williams observou que o Fed influencia “taxas e volatilidade nos mercados de curto prazo” como parte da política monetária, mas destacou que isso não implica uma tentativa de controlar movimentos mais amplos. “Não vejo o Fed tentando limitar a volatilidade de maneira generalizada”, afirmou.
Sobre a economia, Williams reiterou que o mercado de trabalho vem esfriando há dois anos, com demanda por mão de obra em desaceleração e a taxa de desemprego em alta. Ele enfatizou a necessidade de dados “precisos e confiáveis” para acompanhar essas tendências. Na ausência temporária de indicadores do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês), o dirigente afirmou que pesquisas são particularmente úteis quando tratam de “circunstâncias individuais”.
Williams também afirmou que o regime de metas de inflação é bem desenhado para enfrentar choques de oferta e reforçou a importância de manter a referência de 2% para a inflação. “A meta de 2% continua sendo um lugar muito útil para estar”, disse, argumentando que o objetivo fornece ancoragem clara e previsibilidade para a condução da política monetária.
Ao comentar os efeitos da inteligência artificial (IA), Williams afirmou que não vê a tecnologia “alterando a taxa natural de desemprego”, observando que empregadores estão “muito cautelosos em contratar novos funcionários”. Ele comparou o impacto da IA ao esvaziamento anterior de empregos industriais, dizendo que a tecnologia “mudará quais habilidades são comercializáveis” no mercado de trabalho.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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