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Fachin: Moraes estava onde devia estar, não por bravata, mas porque era seu oficio

8 de janeiro de 2026

Por Lavínia Kaucz

Brasília, 8/1/2026 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enalteceu o colega Alexandre de Moraes pela condução dos inquéritos que surgiram após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Para Fachin, Moraes “esteva onde devia estar, não por bravata, mas porque era seu ofício”. As declarações foram feitas na abertura do evento que marca os três ano so 8/1.

O ministro ainda destacou que o Tribunal continuará defendendo um “diálogo respeitoso e republicano com os demais Poderes, também atacados naquela data”.

“O Estado de Direito democrático está em crise no mundo contemporâneo. É preciso resistir, sempre dentro dos marcos democráticos, e o caminho é a institucionalidade. O Brasil está dando grande exemplo de resiliência”, afirmou Fachin.

O ministro ainda defendeu que manifestações políticas são legítimas, mas “não amparam ações que coloquem em risco pilares fundamentais da vida em democracia: eleições livres; voto direto e secreto, com valor igual para todos; pluralismo político; soberania estatal; proibição de toda forma de discriminação; e defesa das liberdades públicas”.

Fachin foi o único ministro da Corte a comparecer no evento. O Judiciário está de recesso aso longo de todo o mês de janeiro. O advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma vaga na Corte, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que anunciou hoje sua saída do cargo, também estavam presentes.

Contato: lavinia.kaucz@estadao.com

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