Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
3 de dezembro de 2025
Por Wilian Miron
O empresariado brasileiro se mantém confiante de que o Banco Central (BC) inicie um ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, em 2026, apesar da postura mais conservadora demonstrada ontem e em outras ocasiões pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo.
Para o diretor-presidente da Itaúsa Investimentos, Alfredo Setúbal, a reversão deve acontecer ao longo do primeiro semestre do próximo ano, com a Selic chegando ao final de 2026 perto de 13%. Segundo ele, para que isso ocorra, “é preciso que a inflação fique mais próxima à meta”, abaixo de 4,5%.
Visão semelhante tem o diretor-presidente do Grupo FS, Alberto Leite. Para o executivo, com a taxa básica no nível atual, o ambiente de negócios fica “super restritivo. O custo de capital no Brasil é enorme e isso massacra os investimentos”.
Leite afirmou que tem uma perspectiva de redução da Selic ao longo do ano que vem, mas que ainda existem algumas questões a serem observadas no médio prazo, como a inflação, por exemplo. “Acho que isso ainda é uma preocupação importante”, afirma.
O diretor-presidente da varejista Magazine Luiza, Frederico Trajano, avalia que a taxa de Selic em 15% “está descalibrada” em relação à realidade do País, dado o cenário de inflação mais controlada e um possível desaquecimento econômico. “Acho que está errando a dose do remédio. Está mais do que na hora de baixar”, disse ele à Broadcast.
Trajano reforçou que o patamar atual da Selic tem prejudicado o ambiente de negócios no Brasil, e que “todos os setores da economia estão sofrendo”.
Na visão do vice-presidente sênior da montadora de veículos elétricos BYD, Alexandre Baldy, uma redução na Selic no próximo ano pode beneficiar o mercado de bens duráveis, especialmente de automóveis, que na maioria das vezes são comprados a prazo. “Acredito que temos espaço para começar já a redução da taxa de juros logo no início de 2026”, destacou.
Outro executivo que tem visão positiva em relação à queda da taxa básica de juros em 2026 é o diretor-presidente do Grupo Assertif, José Guilherme Sabino. Na opinião dele, contudo, a tendência é que o nível de 15% atual se mantenha até pelo menos a metade do ano, quando pode acontecer um movimento de redução gradual. “Se cair, para nós, empresários, isso é bom. Estimula o investimento, e a economia passa a ter um ciclo virtuoso”.
Veja também