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Equatorial investe na gestão de ativos de distribuição em busca de maior eficiência

24 de novembro de 2025

Por Luciana Collet

São Paulo, 24/11/2025 – O Grupo Equatorial pretende finalizar até o fim deste ano a implantação de seu projeto de modernização do monitoramento de ativos em suas distribuidoras de eletricidade, com vistas a melhorar a eficiência operacional da companhia, a partir da redução de falhas de equipamentos e da diminuição dos custos de manutenção e capex de sua infraestrutura elétrica.

O projeto inclui a implantação, nas sete concessionária de energia do grupo, de uma tecnologia para otimizar a coleta e análise de dados em tempo real sobre a condição e desempenho de máquinas e equipamentos das distribuidoras da empresa. Adicionalmente, prevê a criação de um Centro de Monitoramento de Ativos, para supervisão e processamento das informações, o que possibilitará a geração de diagnósticos proativos do sistema.

Segundo o gerente de Manutenção de Alta Tensão do Grupo Equatorial, Caio Huais, a Equatorial está sendo pioneira na implantação desse centro de monitoramento, que é mais comumente instalado em empresas de transmissão de energia.

“Embora soe muito perene e atrativo o negócio de distribuição, à medida que os desafios vão se tornando maiores, não só impostos pelo regulador, mas também os desafios climáticos, [as mudanças no] perfil do consumidor, todo o contexto mercadológico tem se tornado complexo, então é extremamente competitivo que a gente estabeleça a excelência na gestão de ativos”, diz Huais à Broadcast.

A iniciativa é focada nos ativos de subtransmissão, como transformadores de potência, reatores, disjuntores e chaves seccionadoras com os níveis de tensão mais elevados operados pelas distribuidoras. Huais destacou que somente os transformadores de potência, que são os ativos mais relevantes do ponto de vista financeiro, são mais de 1.400 equipamentos nas sete concessionárias, e podem ser de 45 tipos diferentes, o que adiciona complexidade ao acompanhamento.

“O projeto prevê reduzir em mais de 30% nossas falhas em transformadores de potência e ativos do sistema elétrico de potência, isso agregaria um valor muito relevante para companhia, admitindo que uma falha em um transformador de potência pode custar de R$ 7 milhões a R$ 10 milhões, dependendo do tamanho da ocorrência”, afirma.

O projeto está em fase adiantada de implantação do sistema DianE, ferramenta desenvolvida pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) para análise e acompanhamento dos equipamentos elétricos. A tecnologia centraliza informações oriundas de sensores instalados nos equipamentos e informações de outras coletas de informações junto à rede e integra esses dados com outros sistemas de operação e supervisão, gerando análises.

“Na prática, ele analisa os algoritmos, as informações de campo, os algoritmos preditivos e identifica o comportamento, o padrão de degradação, e através disso ele facilita o nosso prognóstico e naturalmente agiliza nossas ações”, explica Huais.

Ele comenta que, usualmente, o acompanhamento do transformador de potência, por exemplo, passa pela análise periódica do óleo isolante no qual o equipamento é imerso. São avaliadas qualidades químicas e físicas da substância, um trabalho executado por especialistas de forma manual a partir de mais de 6 mil amostras. “Teremos, então, um custo operacional reduzido em homem-hora”, diz, citando a expectativa de reduzir em até 50% o número de homens-hora para fazer essas análises.

Além da redução das falhas e de custos operacionais, Huais cita ganhos em previsibilidade, com impacto positivo no fluxo financeiro da companhia, uma vez que será possível obter informações mais precisas sobre a necessidade de trocas de equipamentos, permitindo melhor planejamento logístico e de compras. “Hoje o mercado está pedindo pouco mais de 400 dias para entregar alguns transformadores, então, desde o conceito logístico, vamos nos preparar melhor e até em termos financeiros mesmo”, diz.

Contato: luciana.collet@estadao.com

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