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2 de dezembro de 2025
Por Denise Luna
Rio, 02/12/2025 – A greve dos empregados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já dura quase um mês e está impactando diretamente os estudos de planejamento da transmissão, as estatísticas energéticas, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Plano Nacional de Energia (PNE), informou a autarquia, que passou a descontar os dias parados dos grevistas.
“A direção afirma que postergar os descontos configuraria uso irregular de recursos públicos, já que a estatal é dependente do Tesouro”, explicou.
Já o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) foi blindado por uma decisão judicial, por ser considerado essencial para a segurança do sistema elétrico nacional. Para evitar atrasos, a justiça estabeleceu um contingente mínimo de trabalhadores para garantir a continuidade das atividades críticas, o que permitiu a preservação do cronograma previsto.
A EPE afirmou que já realizou mais de nove rodadas com o comando de greve, onde foram apresentadas várias propostas, “inclusive com flexibilizações e a incorporação de cláusulas de caráter social”.
Segundo a autarquia, sua proposta final, rejeitada na assembleia de empregados, previa reajuste de 80% do INPC em 2025 e 100% em 2026, além de benefícios como auxílio a empregados e dependentes com deficiência, ampliação do auxílio-creche integral e licença para mulheres vítimas de violência doméstica.
A categoria, diante da negativa, decidiu encerrar a mediação e buscar um dissídio coletivo de natureza econômica, informou a EPE.
Nova proposta
Nesta terça-feira, 2, está agendada mais uma rodada de tentativa de mediação no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), mas a EPE teria pedido o cancelamento. Em assembleia na noite de segunda-feira, 1, os empregados decidiram apresentar uma nova proposta de reajuste salarial.
“Aprovamos nova proposta, visando uma última tentativa de acordo hoje (se houver audiência). Mas essa ação de retaliação da empresa vai dificultar muito as coisas”, disse à Broadcast o diretor de Negociação Coletiva do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, Felipe Araújo.
Pela nova proposta, os empregados aceitariam um reajuste igualitário em termos absolutos, ao invés de porcentuais, com aumento médio de R$ 760,00 no primeiro ano e de R$ 829,00 no segundo ano. Além disso, foram resgatadas três propostas de cunho não econômico e pedida a reversão dos dias descontados.
“Os trabalhadores estão revoltados com essa diretoria. Já deixaram o legado deles na história da empresa sendo a primeira a se valer de desconto salarial, sem aviso algum, com negociação em curso e ainda na renda que vai impactar o trabalhador para arcar com as confraternizações de final de ano, com o Natal”, acrescentou Araújo, informando que a categoria fará nova assembleia na noite desta terça-feira.
contato:denise.luna@estadao.com
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