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11 de novembro de 2025
Por Jean Mendes, Gabriela Jucá, Anna Scabello e Caroline Aragaki
São Paulo, 11/11/2025 – Segundo os agentes de mercado ouvidos pela Broadcast, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado mais cedo, trouxe uma visão mais dovish do que o comunicado.
Para Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, a ata foi mais otimista em relação à inflação e às expectativas e que no nono parágrafo, o Comitê reconhece que “a queda das expectativas segue mais concentrada nos horizontes mais curtos, mas observou-se movimento agora mais nítido em horizontes além do relevante”. “O colegiado se mostrou mais enfático do que no comunicado”, reforça o economista.
Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas, o documento traz maior detalhamento sobre a melhora das expectativas de inflação e da atividade para a autarquia, além disso ele entende que a parte mais relevante da ata foi a sinalização de que o BC incorporou ao seu cenário-base a isenção do Imposto de Renda (IR). “Foi por isso que ele ficou com a estimativa de 3,3% para a inflação no segundo trimestre de 2027”, aponta Chermont. “Contudo, o BC mesmo escreve que o impacto ainda é incerto. Ou seja, ele foi conservador na estimativa”, afirma.
Para o Itaú Unibanco a ata traz uma visão um pouco mais otimista sobre as perspectivas de inflação e o texto divulgado hoje, indica confiança de que a estratégia atual – manter a Selic inalterada em 15% por um período prolongado – está funcionando.
Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, diz que “a ata indica um comitê confiante e que enxerga menos riscos de alta no hiato do produto – e, consequentemente, na inflação – em comparação com outubro”.
O Bradesco afirma que a ata sugere que está sendo construído o espaço necessário para o início do ciclo de cortes na taxa Selic no começo do próximo ano. Assim, o banco mantém a expectativa de um corte de 25 pontos-base em janeiro, com taxa a 12% ao ano no fim de 2026.
Na avaliação da economista para Brasil do BNP Paribas, Laiz Carvalho, a ata veio mais dovish do que o esperado. “O Copom considera que o nível de 15% já é contracionista o suficiente e tira mais uma elevação da Selic das possibilidades”, afirma Carvalho.
Leonardo Costa, do ASA, relata que a ata mostra o colegiado mais confiante na convergência da inflação a meta com a Selic a 15% ao ano, mas “sem sinalizar explicitamente qualquer espaço para flexibilização”.
O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, avalia a ata como neutra, mas com uma pitada “dovish”. Isso porque, segundo ele, o BCl ainda mantém uma comunicação relativamente rígida, embora tenha esmorecido em pontos mais conservadores.
De acordo com o estrategista-chefe de macro e dívida pública da Warren Investimentos, Luis Felipe Vital, a ata do Copom foi “bem menos hawkish”, mas sem qualquer sinalização de que cortes da Selic estão próximos. Apesar desse tom mais brando, a Warren mantém a avaliação de que um primeiro corte da taxa básica já na reunião de janeiro é pouco provável.
Contato: jean.mendes@broadcast.com.br, gabriela.silva@estadao.com, anna.araia@estadao.com e caroline.aragaki@estadao.com
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