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25 de setembro de 2026, às 22:21
Por Geovani Bucci, Daniel Tozzi e Talita Nascimento
São Paulo, 25/09/2026 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta sexta-feira, 25, integrantes da equipe do governo de Jair Bolsonaro que se apresentam como liberais, mas que, segundo ele, deixaram despesas contratadas sem a correspondente fonte de receita.
Diante de grandes empresários e executivos, o ministro contrapôs o discurso desses adversários às medidas fiscais e à reforma tributária aprovadas na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Parte da equipe do governo anterior que agora se diz liberal, com muita fala fácil, deixou de cumprir no passado”, afirmou. “Muita despesa contratada para o país sem a respectiva receita.”
As declarações foram feitas durante jantar de Lula em São Paulo, organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório. Durigan não citou nomes ao criticar os integrantes da gestão anterior.
O ministro afirmou que nenhuma proposta enviada pelo atual governo e aprovada pelo Congresso ficou sem a respectiva fonte de receita ou adequação orçamentária. Sustentou também que a responsabilidade fiscal deve ser compartilhada pelo Executivo, Legislativo e Judiciário.
Ao defender as regras fiscais atuais, Durigan voltou a comparar as duas gestões. Segundo ele, o governo anterior não conseguiu melhorar a avaliação de crédito do Brasil, apesar do discurso de rigor com as contas públicas. Já sob Lula, afirmou, as principais agências de classificação de risco elevaram a nota do País.
O ministro também rebateu cobranças da oposição por medidas que ampliem a produtividade da economia. Apresentou a reforma tributária como resposta e afirmou que ela permitirá ao Brasil superar um sistema que classificou como um dos mais regressivos e injustos do mundo.
“A reforma tributária veio para ficar, é o grande ganho de produtividade do país”, declarou.
Durigan destacou o consenso construído com as 27 unidades da Federação e mais de 5 mil municípios para aprovar a mudança. Reconheceu que a implementação terá dificuldades, mas defendeu a continuidade do processo.
O ministro afirmou ainda que o respeito à institucionalidade deve ocorrer sem retrocessos no crescimento econômico e na proteção social. Defendeu a revisão de políticas públicas e o combate a privilégios como parte do esforço para organizar as contas do governo.
“Dinheiro público tem que ser gasto com austeridade”, disse.
Contato: geovani.bucci@estadao.com; daniel.mendes@estadao.com; talita.nascimento@estadao.com
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