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30 de setembro de 2026, às 00:24
Por Daniel Tozzi e Geovani Bucci
São Paulo, 29/9/2026 – A gestão da Sabesp foi tema de boa parte do quarto e último bloco do debate da TV Globo entre os candidatos ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). A questão foi trazida pelo petista, que mencionou caso recente na Baixada Santista em que a companhia teria orientado usuários a não usarem a água.
Já Tarcísio respondeu que a orientação, na verdade, decorreu de um problema por conta do excesso de chuvas, o que fez com que a água captada pela Sabesp viesse junto com muita areia e, por isso, a recomendação de não usá-la.
O atual governador também disse que a Sabesp permanece a mesma companhia, inclusive com os mesmos servidores após a privatização. “O que mudou foi a capacidade de fazer investimento. E aí, o investimento em saneamento básico está chegando nas pessoas”, disse.
Nesse sentido, Tarcísio questionou a posição do PT de ter sido contra o marco regulatório do saneamento básico, que segundo ele, é o que irá garantir que haja universalização no tratamento de esgoto.
Ainda sobre o tema, Haddad respondeu dizendo que todos os avanços na área de saneamento em São Paulo poderiam ser atingidos sem que houvesse a privatização da Sabesp, visto que tratava-se de uma empresa que era lucrativa. “Você privatizou porque quis. E agora ela vai lucrar três vezes mais, para enriquecer meia dúzia que compraram”, disse Haddad, reforçando ainda que a universalização poderia ser atingida sem a necessidade de “agradar o povo da Faria Lima”.
O petista também lembrou das mortes recentes que aconteceram durante obras de reparo da Sabesp. “Uma empresa que mata quatro pessoas em obras mal feitas é igual a uma estatal que nunca cometeu esse tipo de acidente?”, perguntou Haddad a Tarcísio.
O preço da tarifa cobrada hoje pela Sabesp também foi discutido pelos dois candidatos. Haddad criticou Tarcísio porque, segundo ele, a promessa era de que não haveria aumento após a privatização. Já o atual governador pontuou que, se não houvesse a desestatização da Sabesp, a tarifa seria hoje cerca de 15% maior. “A gente está fazendo muito investimento em saneamento básico, como nunca se fez: 10 bilhões de litros despejados a menos de esgoto”, destacou ainda Tarcísio.
Contato: daniel.mendes@estadao.com; geovani.bucci@estadao.com
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