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Debate/SP: Tarcísio cita recuperação das Casas Bahia, e Haddad disse que não defenderá ‘pedófilo’

29 de setembro de 2026, às 23:31

Por Daniel Tozzi e Geovani Bucci

São Paulo, 29/9/2026 – O pedido de Recuperação Judicial da Casas Bahia foi tema de parte do segundo bloco do debate da TV Globo entre os candidatos ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A questão foi trazida pelo atual governador, ao mencionar que diversas empresas estão em situação difícil hoje, segundo ele, por conta da gestão econômica do PT na presidência e o excesso de gastos da União. “O que você tem a falar para os pais de família que estão perdendo seus empregos? Qual a justificativa? E a pergunta que eu faço é: você acha que o Brasil precisa de ajuste fiscal?”, questionou o atual governador.

Ao responder a questão. Haddad relembrou das acusações de pedofilia contra o antigo dono e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein. “Não me vem falar de Casas Bahia, porque pedófilo que deve administrar muito mal a sua empresa, ele que pague pelo que fez. Eu não vou ficar defendendo empresário aqui, que é criminoso”, criticou Haddad.

Ainda na área da economia, Haddad associou irresponsabilidade fiscal à gestão de Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia Paulo Guedes, que segundo ele, “deram calote” no pagamento de precatórios para tentar conseguir a reeleição em 2022. Haddad ainda citou como uma grande conquista da sua administração à frente da Fazenda a aprovação da Reforma Tributária, dizendo que Tarcísio é contra a reforma.

O petista também citou dados de desemprego baixo no País e acusou Tarcísio e seus aliados de quererem transformar o Brasil em uma Argentina, criticando a gestão do presidente do país vizinho Javier Milei. “Vocês já criaram a fila do osso e querem trazer para cá a carne de burro”, disse Haddad. Já Tarcísio, respondeu que o atual presidente argentino pegou a Argentina em um momento difícil e está se saindo bem.

Pouco antes, o petista acusou Tarcísio de não ser transparente com a concessão de benefícios fiscais no Estado, dizendo que há uma “caixa-preta” em São Paulo. O ex-ministro da Fazenda lembrou que quando comandava a pasta deu ampla transparência para esse benefícios no âmbito federal e que o atual governador paulista recorreu à Justiça para não divulgar os benefícios no Estado.

Já Tarcísio respondeu que, sob sua gestão, cerca de 30% dos subsídios estaduais já foram cortados. “Isso fez com que o nosso gasto tributário reduzisse em 5% da receita corrente líquida. Isso aí dá um volume de dinheiro importante que a gente investe em saúde, em educação e moradia”, defendeu Tarcísio.

Contato: daniel.mendes@estadao.com; geovani.bucci@estadao.com

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