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Debate/RJ: Disputa entre Flávio e Lula toma conta de 2º bloco de confronto de candidatos

29 de setembro de 2026, às 23:23

Por Gabriel de Sousa e Rayanderson Guerra, do Estadão

Brasília, 29/09/2026 – A disputa pela Presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tomou conta do segundo bloco do debate entre candidatos ao governo do Rio, transmitido pela TV Globo. Após o vereador do Rio William Siri (Psol) declarar apoio a Lula, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) ironizou o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) por não fazer o mesmo.

“Que bom que você assume o Lula. Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e sequer posta na rede social. Você está de parabéns, tem que assumir. Eu tenho meu candidato a Presidente da República, é Flávio Bolsonaro, e não escondo. O Eduardo Paes tem o Lula e ele cisma em esconder”, declarou.

Siri abriu o bloco afirmando que Flávio Bolsonaro é um “bandido e miliciano”. Ruas pediu direito de resposta para defender o aliado, mas não foi concedido pela produção.

Acusações sobre violência contra a mulher

O segundo bloco também foi marcado por um momento mais tenso, em que Paes e Ruas trocaram acusações sobre aliados que são acusados de violência contra a mulher. Ruas disse que o deputado federal e candidato ao Senado, Pedro Paulo (PSD), teria cometido o crime e encabeça o programa de governo de Paes. Ao fundo, da plateia, o candidato do PL foi chamado de “vagabundo e safado”.

“Você, no seu programa de governo, apresentou como capitão do seu time o Pedro Paulo, um agressor de mulheres na frente das filhas. O que esperar de você para enfrentar a violência doméstica contra a mulher”, disse Douglas Ruas.

Defendendo Pedro Paulo, Paes disse que o irmão de Ruas também foi investigado por agressão contra a mulher.

“O irmão dele, sim, agrediu a mulher. Como Pedro Paulo, houve inquérito e se provou a sua inocência. Então, pare de falar de pessoas que já provaram a sua inocência desta forma”, declarou Paes.

Crime organizado

Na última parte do bloco, os candidatos discutiram o avanço do crime organizado no Estado. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) prometeu usar forças federais para retomar comunidades e Siri prometeu realizar concursos públicos para as polícias civil, militar e penal.

O comunicador André Marinho (Novo) foi além e prometeu prender, e até matar em caso de reação à ordem de prisão, o líder da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão. Ele é investigado por ordenar que criminosos interceptassem dois ônibus escolares e usassem os veículos como barricadas na Linha Vermelha, na manhã desta segunda, 28.

“O vagabundo encastelado na Cidade Alta chamado ‘Peixão’, reivindicou a autoria dessa maldade. Tão importante quanto recuperar territórios é´recuperar talentos. Muitas vezes o aluno faltante acaba sendo a presa prefeita para ser recrutado (pelo crime organizado). Eu queria dizer para o ‘Peixão’: nós vamos procurar você, vamos encontrar você e vamos prender você. Se você reagir, nós vamos matar você”

Contato: gabriel.sousa@estadao.com; rayanderson.guerra@estadao.com

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