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Daycoval/Julio Barros: Selic deve cair em março, mas composição do IPCA traz viés de adiamento

9 de janeiro de 2026

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo, 09/01/2026 – O banco Daycoval ainda espera corte da Selic apenas em março, mas considera que o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em dezembro eleva o risco de essa diminuição da taxa básica de juros ser adiada, segundo o economista Julio Barros.

Em relatório, ele explica que os preços dos serviços em dezembro tiveram “alta expressiva”, o que costuma ser motivado por fatores sazonais, como o aumento no valor das passagens aéreas. Apesar disso, a parte mais perene da inflação de serviços, o núcleo de inflação e a parte intensiva em trabalho, tiveram forte variação e são um desafio ao esforço do Banco Central para conter a alta de preços.

“O resultado não altera a nossa expectativa para o início de corte de juros apenas em março pelo Banco Central. Esse desafio na composição da inflação, com a parte mais perene, mais elevada do que a parte dos voláteis, coloca um viés, evidentemente, de postergação no nosso cenário base de corte de juros em março, justamente por conta desse desafio”, diz o economista.

O Daycoval prevê inflação de 4,1% em 2026, e espera alta de 0,41% no IPCA em janeiro, mas com leve viés de baixa.

Contato: gustavo.nicoletta@estadao.com

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