Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
19 de novembro de 2025
Por Isadora Duarte*
O Ministério da Agricultura estima que 3 milhões de hectares de áreas degradadas serão recuperadas e convertidas em áreas produtivas a partir do ano que vem no âmbito do Programa Caminho Verde Brasil. A projeção considera a recuperação de pastagens degradadas a partir de financiamentos para produtores por meio de recursos do Eco Invest Brasil e de parceria do governo brasileiro com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). “Teremos a partir do ano que vem cerca de R$ 40 bilhões para financiar a recuperação de pastagens, além dos cerca de R$ 8 bilhões liberados pelo Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (Renovagro)”, afirmou o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, ao Broadcast Agro, nos bastidores da AgriZone na COP30.
Destes R$ 40 bilhões previstos, cerca de R$ 8 a R$ 10 bilhões devem partir de investimento feito pela Jica. Um acordo de cooperação entre a Jica, o Ministério da Agricultura e a Embrapa será assinado na tarde desta terça-feira na COP30. De acordo com Augustin, a Jica deve aportar em torno de US$ 1,7 bilhão no projeto, cifra que deve ser alavancada por instituições financeiras na modalidade blend Finance. Ainda não há data para o repasse. “O valor total depende do interesse dos bancos e dos aportes de cada um. Talvez seja um modelo de leilão diferente do Eco Invest”, afirmou Augustin.
Outros R$ 30 bilhões foram captados por meio do leilão do Eco Invest Brasil, iniciativa do Tesouro Nacional para mobilizar recursos internacionais para projetos sustentáveis. No leilão, finalizado em agosto, dez agentes financeiros que venceram o certame se comprometeram a recuperar pelo menos 1,4 milhão de hectares. Os recursos serão repassados a produtores rurais por meio de financiamentos com condições acessíveis para recuperação de áreas degradadas e conversão em produção de alimentos ou florestas. “Até o momento não tem nenhum centavo no campo, ainda não chegou na mão do agricultor. Esperamos que os bancos concluam a implementação e os recursos estejam disponíveis aos produtores rurais até o início do ano que vem. Os bancos já selecionaram clientes e possuem projetos em análise, mas ainda não começaram a execução”, apontou Augustin, citando interesse dos produtores para produção de cacau no Cerrado e batata no Semiárido, além dos cultivos convencionais.
O governo federal tem a meta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos por meio do Caminho Verde Brasil. “Há ainda outras alternativas para atingirmos esse potencial e alavancarmos os financiamentos, com o projeto de private equity, barter e outras soluções. Levaremos novamente o projeto ao Oriente Médio, pois sabemos, que eles têm interesse em participar do projeto”, observou Augustin.
Do lado das lavouras, conforme o secretário, as soluções tecnológicas existentes hoje são suficientes para a recuperação das áreas.
*A jornalista viaja a convite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Veja também