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Claro, TIM, Octea, Datora, TIP, ATV e Jive manifestaram intenção por ativos da Oi

10 de novembro de 2025

Por Circe Bonatelli

São Paulo, 10/11/2025 – As empresas Claro, TIM, Octea, Datora, TIP, ATV e Jive apresentaram cartas de intenção de arrematar os contratos remanescentes da Oi em caso de liquidação da operadora – o que será decidido nos próximos dias.

Por sua vez, BR Partners, G5, Citi e E&Y já enviaram propostas comerciais para atuar como assessores financeiros deste processo.

As informações constam em relatório produzido pelo gestor judicial da Oi e ao qual a Broadcast teve acesso. O gestor ficou encarregado pela operadora depois do afastamento da diretoria e do conselho por ordem da Justiça.

Nesse meio tempo, a Justiça também determinou a elaboração de um plano de transição dos serviços operadoras pela Oi importantes para a sociedade. A empresa tem contratos com órgãos públicos e privados.

Até o início da próxima semana, a Justiça decidirá se mantém o processo de recuperação judicial da Oi ou se determina a liquidação da empresa – hipótese mais provável.

Um dos negócios mais importantes que sobraram é a Oi Soluções, braço de TI para empresas – entram aí internet e voz por fibra ótica, armazenamento de dados na nuvem, hospedagem de e-mails, cibersegurança, internet das coisas, inteligência artificial, entre outros.

Segundo o relatório, a Oi Soluções tem 4,6 mil contratos firmados com o poder público, passando por ministérios, universidades, estatais, judiciário e até as forças armadas.

Há outros 10 mil contratos com a iniciativa privada, incluído empresas de grande porte, como varejistas e companhias aérea. Entre os contratantes da Oi Soluções está a Caixa Economia Federal e uma rede de 13 mil lotéricas.

A Oi ainda tem obrigação de manter cerca de 6 mil orelhões e serviços de telefonia fixa em 7,4 mil localidades ao redor do País.

O relatório do gestor judicial sustenta a constituição de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) reunindo todos os contratos da Oi e a sua alienação, de modo que o adquirente ficaria responsável pela continuidade dos serviços.

Essa saída tem a concordância da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na sua avaliação, essa é a medida mais eficiente para manutenção das operações, conforme manifestação do órgão regulador encaminhada à Justiça.

A Anatel afirmou que a outra solução seria a facilitação de execução de garantias financeiras apresentadas pela Oi, de modo que os recursos seriam usados pela agência para tocar os serviços por conta.

Contato: circe.bonatelli@estadao.com

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